Arquivo de março, 2010

Líder na economia pernambucana

No atual mandato, além de preservar os objetivos dos quatro primeiros anos, Jorge Côrte Real tem priorizado a internalização dos investimentos estruturadores
 
Oito anos à frente da Federação das Indústrias de um dos estados que mais se desenvolvem no Brasil. O que pode parecer uma tarefa burocrática é, na verdade, uma missão complexa, repleta de metas e cobranças. Os grandes investimentos em Pernambuco não surgiram do nada. Eles são frutos de um intenso trabalho de bastidores, no qual Jorge Côrte Real faz questão de marcar presença.

O primeiro mandato como presidente da Fiepe, de 2004 a 2008, foi construído sobre quatro pilares: a interiorização das ações, a capacitação ou fortalecimento da base sindical, o fomento às exportações do estado e a valorização da indústria local. Para Côrte Real, o trabalho deu certo. “Estabelecemos uma administração por resultados, com análises periódicas, com as quais podemos melhorar os pontos fracos e manter os bons índices. Assim, estamos conseguindo cumprir as nossas metas”, afirma.

No atual mandato, além de preservar os objetivos dos quatro primeiros anos, Jorge Côrte Real tem priorizado a internalização dos investimentos estruturadores. O planejamento envolve a ampliação das escolas do Senai e do Sesi, para oferecer suporte aos novos empreendimentos no estado, e a criação de novos setores na Fiepe, como a Divisão de Petróleo, Gás, Offshore e Naval. Segundo o presidente, as metas da gestão continuam, mas, agora, de uma maneira mais abrangente.

Metas mais abrangentes são um sinal de que as ações da Fiepe têm surtido efeito, não apenas no crescimento da própria entidade, mas, também, na evolução econômica de Pernambuco. “Somos um grande parceiro do estado. Podemos potencializar as promoções através dos órgãos do nosso sistema (Sesi, Senai, IEL e Ciepe) e da atração de empreendimentos com qualidade, modernidade, pesquisa e inovação”, diz Côrte Real.

Qualidade, modernidade, pesquisa e inovação. Palavras que remetem, rapidamente, ao Complexo Industrial de Suape, mas que não devem se prender a ele. É o que sustenta Jorge Côrte Real, para quem é preciso gerar crescimento sustentável, investindo também no interior. “Não devemos ter uma ilhade prosperidade. A indústria de todo o estado deve ser desenvolvida, aproveitando ou criando vocações e fortalecendo as cadeias produtivas”, avalia.

Apesar de alguns entraves (dificuldades legais para contratar e oneração de investimentos e exportações, por exemplo), Jorge Côrte Real espera que a indústria de Pernambuco cresça cada vez mais. “Nós melhoramos muito e nos descolamos dos outros estados do Nordeste e do Brasil, como aponta a evolução do Produto Interno Bruto desde 2005. Conseguimos nos desenvolver até em 2009, um ano ruim para a economia de todo o planeta”, analisa. Para 2010, as expectativas continuam positivas, com novos investimentos, como o segundo estaleiro do Porto de Suape, e uma expansão de até 7,5% no PIB estadual. (Diário de Pernambuco)

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Companhia Docas de São Paulo lança três editais com oferta de 150 vagas

A Companhia Docas de São Paulo (Codesp) lançou três editais que somam 150 vagas para cargos de níveis fundamental, médio e superior. O concurso também formará cadastro reserva. A remuneração varia de R$ 601,03 a R$ 3.121,89 e a Fundação Getulio Vargas (FGV) será a responsável pela seleção.
Há chances para cargos de auxiliar operacional portuário, técnico de operações portuárias, técnico de segurança do trabalho, técnico de serviços portuários, guarda portuário e especialista portuário.
As oportunidades para o cargo de especialista portuário estão distribuídas entre as funções de técnico em comunicação social, pedagogo, biólogo, médico do trabalho, psicólogo, administrador, advogado, economista, arquiteto, engenheiro civil, engenheiro ambiental, engenheiro naval, entre outras.
Os interessados poderão se inscrever entre 16 de março e 12 de abril, no site da FGV. A taxa de participação custa R$ 80 para nível superior, R$ 55 para nível médio e R$ 45 para nível fundamental.
As provas objetivas serão realizadas em Santos e na Grande São Paulo, na data provável de 16 de maio. Os contratos de trabalho serão regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). (fonte: Correio Braziliense)

 

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Dragagem dos principais terminais portuários é “etapa vencida”, diz ministro

Com a chegada de mais um navio de dragagem ao Porto de Santos (SP), em março, o país começa a consolidar o início das obras de aprofundamento de canal dos principais terminais, o que deve favorecer as exportações brasileiras. A meta do governo é concluir a dragagem de sete dos 17 portos considerados estratégicos até o final do ano.
O governo federal investe R$ 1,6 bilhão no Programa Nacional de Dragagem (PND) para permitir a entrada de navios de maior porte e elevar em 30% a capacidade de operação dos terminais. As licitações foram concluídas há cerca de dois anos – após o lançamento do novo marco regulatório do setor – e a maioria das obras começa a sair do papel entre fevereiro e março.
“Em 2010, a dragagem vai ter uma grande participação. Estamos finalizando essas obras, que começaram em 2009 ou no início deste ano”, disse o ministro dos Portos, Pedro Brito, em entrevista à EBC. Segundo ele, a dragagem representa cerca de 40% do orçamento da pasta e deve consumir cerca R$ 800 milhões em 2010.
A maior parte das obras tem previsão de término em 2011. Porém, o governo está cobrando dos executores mais dragas para que as escavações sejam concluídas ainda em 2010. De acordo com o ministro, estão previstos desdobramentos do programa em 2011, mas com um orçamento mais modesto. Um dos beneficiados pode ser o Porto de Santos (SP).
Um dos terminais mais movimentados do país, o porto santista tem profundidade média de 13 metros. Com o aprofundamento, deve passar para 15,5 metros. O consórcio responsável pela obra deslocou uma draga para o local em fevereiro e pretende acelerar o trabalho com mais um navio, que chega em março.
Com a notícia da dragagem para 15,5 metros, Brito conta que foram fechados acordos de R$ 200 milhões no porto para os próximos três anos. “Com a nova capacidade, navios maiores poderão chegar, reduzindo o custo do frete para o Brasil e favorecendo a cabotagem”. Segundo o ministro, em 2011 o objetivo é ampliar a profundidade para 17 metros.
De acordo com a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), que acompanha as mudanças, o aprofundamento dos terminais é fundamental para as exportações. Embora critique a burocracia nas licitações e nas concessões de licenças ambientais, a entidade achaque o setor portuário ganhou fôlego com novas regras e com a possibilidade de empresas estrangeiras participarem das dragagens.
“O país está num bom momento. O setor agrícola vai crescer muito este ano, assim como o setor de mineração e o siderúrgico. Precisamos de mais profundidade para receber navios de maior calado e tornar nossos produtos muito mais competitivos no mercado mundial” afirmou o presidente da ABTP, Wilen Manteli.
Ao fazer um pequeno balanço do programa de dragagem, o ministro se mostra satisfeito. Para ele, esse é um desafio praticamente “vencido”. Além dos investimentos do governo, destaca que cerca de R$ 700 milhões devem ser aplicados em portos privados, nos próximos três anos, pela companhia Vale, em Vila do Conde (PA), e pela Petrobras, em Itaqui (MA) e Pecém (CE).
Ainda estão pendentes as licitações para os terminais de Paranaguá (PR), além das novas etapas de escavações nos portos de Itajaí (RJ) e de Suape (PE), sem data prevista.(Fonte: Correio Braziliense/Agência Brasil)

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Holandeses podem formar mão de obra

Acerto foi feito ontem durante visita da comitiva do projeto Suape Global à escola Shipping and Transport College (STC), em Roterdã
 
Uma instituição de ensino da Holanda poderá assumir o comando do Centro de Treinamento Engenheiro Francisco Vasconcelos, em Suape, especializada na formação de mão de obra para indústria naval.
 
O acerto foi feito ontem durante visita da comitiva do projeto Suape Global à escola Shipping and Transport College (STC), em Roterdã. Segundo Fernando Bezerra Coelho, um termo de cooperação técnica deverá ser assinado em abril.
 
“O ministro dos Transportes da Holanda (Camiel Eurlings) virá a Pernambuco em abril e vamos assinar um termo de cooperação técnica para que o STC assuma o nosso centro de treinamento em parceria com escolas técnicas e universidades locais”, disse Bezerra Coelho por telefone. De acordo com o secretário, o STC, além de formar mão de obra para a indústria naval, também prepara profissionais para as áreas de logística e transporte.
 
O STC tem matriz em Amsterdã e filiais na África do Sul, Coreia do Sul, Vietnã e Oman, totalizando cerca de sete mil alunos. Destes, 4,8 mil estão da Holanda. Por ano, forma 1,2 mil profissionais. Durante a visita à escola, a comitiva pernambucana conheceu um simulador de última geração para o treinamento de comandantes de navios. “É uma das mais prestigiadas escolas de preparação de mão de obra naval da Europa, sendo responsável pela capacitação dos funcionários de 195 empresas do setor na Holanda”, completou Bezerra Coelho.
 
A administração de Suape recebeu o centro de treinamento do Estaleiro Atlântico Sul, que lá investiu R$ 3,5 milhões. Sua transformação em uma escola técnica de ponta, referência no país, exigirá investimentos extras de 6 milhões de euros (cerca de R$ 14,7 milhões). “Quando aportar em Suape, a nova escola técnica será a primeira do Brasil equipada com o simulador”, comemora o secretário. Antes de visitar o STC, a comitiva apresentou o projeto Suape Global e participou de rodadas de negócios com empresas do Porto de Roterdã. Hoje, estão na agenda reuniões com executivos da Volpak (operadora de terminais de combustíveis) e da Huisman, especializada em equipamentos pesados para a industrial naval e de petróleo. (Diário de Pernambuco)

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Lula quer órgão estatal para projetos do setor de logística

Estrutura seria ligada ao Planejamento, diz Bernardo
Em mais um movimento que engrossa a onda estatizante do fim de seu mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que o governo crie um novo órgão para cuidar de projetos do setor de logística, principalmente. A informação é do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Segundo ele, não necessariamente será uma nova empresa. “Não sabemos ainda o que vai ser, mas o presidente quer um reforço nessa área de engenharia e de projetos. Ele quer que seja criada uma estrutura, um bureau, algo para cuidar dos projetos, provavelmente localizado no Planejamento (ministério)”, disse o ministro.
Segundo Bernardo, esse organismo seria semelhante à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão subordinado ao Ministério de Minas e Energia, que faz o planejamento do setor elétrico. Ele explicou que essa nova estrutura não teria grandes ativos como uma empresa comum. “Os ativos serão seus técnicos, engenheiros e geólogos”, disse.
Para ele, não haverá conflito entre esse novo organismo e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT). “O DNIT é mais executor do que elaborador de projetos”, comentou.
O setor de transportes, porém, já está repleto de estruturas estatais. Para começar, há dois ministérios, já que, além do Ministério dos Transportes, Lula decidiu criar, no início de seu segundo mandato, a Secretaria Especial de Portos, para acomodar o PSB – o escolhido para assumir a secretaria foi Pedro Brito, aliado do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE).
O setor também tem duas agências reguladoras, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Do ponto de vista da execução de obras, além do DNIT, que cuida de estradas e hidrovias, há ainda a estatal Valec, que está tocando as obras da Ferrovia Norte-Sul.
Além dessa nova empresa de projetos, o governo já anunciou que pretende ainda criar uma empresa para absorver a tecnologia do futuro trem-bala que vai unir Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.
O programa do PT para a campanha da pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff reforça o papel do Estado na economia. Mas, antes disso, o governo Lula vem dando cada vez mais músculos à maquina pública. O governo planeja, por exemplo, reativar a Telebrás para ser a operadora do Plano Nacional de Banda Larga. Uma estatal para atuar no setor de fertilizantes também está em estudo nos Ministérios de Minas e Energia e Agricultura. Isso sem falar no fortalecimento da Eletrobrás e da Petrobrás, que o governo deseja ver como operadora única do pré-sal. (Fonte: O Estado de S.Paulo/Leonardo Goy)

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