Líder na economia pernambucana
No atual mandato, além de preservar os objetivos dos quatro primeiros anos, Jorge Côrte Real tem priorizado a internalização dos investimentos estruturadores
Oito anos à frente da Federação das Indústrias de um dos estados que mais se desenvolvem no Brasil. O que pode parecer uma tarefa burocrática é, na verdade, uma missão complexa, repleta de metas e cobranças. Os grandes investimentos em Pernambuco não surgiram do nada. Eles são frutos de um intenso trabalho de bastidores, no qual Jorge Côrte Real faz questão de marcar presença.
O primeiro mandato como presidente da Fiepe, de 2004 a 2008, foi construído sobre quatro pilares: a interiorização das ações, a capacitação ou fortalecimento da base sindical, o fomento às exportações do estado e a valorização da indústria local. Para Côrte Real, o trabalho deu certo. “Estabelecemos uma administração por resultados, com análises periódicas, com as quais podemos melhorar os pontos fracos e manter os bons índices. Assim, estamos conseguindo cumprir as nossas metas”, afirma.
No atual mandato, além de preservar os objetivos dos quatro primeiros anos, Jorge Côrte Real tem priorizado a internalização dos investimentos estruturadores. O planejamento envolve a ampliação das escolas do Senai e do Sesi, para oferecer suporte aos novos empreendimentos no estado, e a criação de novos setores na Fiepe, como a Divisão de Petróleo, Gás, Offshore e Naval. Segundo o presidente, as metas da gestão continuam, mas, agora, de uma maneira mais abrangente.
Metas mais abrangentes são um sinal de que as ações da Fiepe têm surtido efeito, não apenas no crescimento da própria entidade, mas, também, na evolução econômica de Pernambuco. “Somos um grande parceiro do estado. Podemos potencializar as promoções através dos órgãos do nosso sistema (Sesi, Senai, IEL e Ciepe) e da atração de empreendimentos com qualidade, modernidade, pesquisa e inovação”, diz Côrte Real.
Qualidade, modernidade, pesquisa e inovação. Palavras que remetem, rapidamente, ao Complexo Industrial de Suape, mas que não devem se prender a ele. É o que sustenta Jorge Côrte Real, para quem é preciso gerar crescimento sustentável, investindo também no interior. “Não devemos ter uma ilhade prosperidade. A indústria de todo o estado deve ser desenvolvida, aproveitando ou criando vocações e fortalecendo as cadeias produtivas”, avalia.
Apesar de alguns entraves (dificuldades legais para contratar e oneração de investimentos e exportações, por exemplo), Jorge Côrte Real espera que a indústria de Pernambuco cresça cada vez mais. “Nós melhoramos muito e nos descolamos dos outros estados do Nordeste e do Brasil, como aponta a evolução do Produto Interno Bruto desde 2005. Conseguimos nos desenvolver até em 2009, um ano ruim para a economia de todo o planeta”, analisa. Para 2010, as expectativas continuam positivas, com novos investimentos, como o segundo estaleiro do Porto de Suape, e uma expansão de até 7,5% no PIB estadual. (Diário de Pernambuco)