Joaquim aponta caminhos que reelegerão Eduardo

Ex-governador diz que socialista sabe ser gestor e político
 
Seis meses depois de deixar o bloco oposicionista para ingressar nas fileiras do PSB, o ex-governador e pré-candidato a deputado federal Joaquim Francisco (ex-DEM) relatou, ontem, em visita à Folha, uma série de motivos que fariam do governador Eduardo Campos (PSB) o favorito na corrida pela reeleição. Joaquim elencou os pontos altos da atual administração, dando o recado do repertório que deve nortear a campanha eleitoral governista. “Digo com muita convicção que Eduardo construiu solidamente os caminhos políticos e administrativos que o levarão à reeleição seja com quem for. Ele obtém o aval e engajamento do presidente da República”, ressaltou o neossocialista.

Embora conte com forte respaldo do presidente Lula – que chegou a comparar Eduardo Campos a um filho, o governador de Pernambuco teria o mérito, segundo Joaquim, de não “repousar” sobre esse apoio privilegiado. “Eduardo articulou condições para Lula materializar esse amor que tem por Pernambuco. E lembrou que Lula já veio 17 vezes ao Estado, muito mais que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Na visão de Joaquim, Eduardo lograria o êxito de ter atingido o equilíbrio ideal entre articulação política e gerenciamento administrativo, mantendo os dois aspectos com mesmo peso na balança. A articulação dessas “engrenagens distintas, narra o ex-democrata, “passam a sensação de que o Estado está em boas mãos”. O outro passo acertado do gestor socialista, seria ter posto em ação projetos que antes não passavam de “lançamento de pedra fundamental”, como a Ferrovia Transnordestina.

Na sequência de obras que chegam na gestão de Eduardo Campos, Joaquim pontuou ainda a Transposição do Rio São Francisco, o Estaleiro Atlântico Sul, a Refinaria Abreu e Lima, a duplicação da BR-101. “Houve obtenção de êxito na desconcentração industrial de Pernambuco com a Perdigão e Sadia, resultados positivos na área de segurança e um esforço extraordinário para, no terceiro ano de governo, estar completando presença física em quase todos os municípios do Estado”, elogiou o ex-governador.

Por outro lado, ponderou que o governador, ao assumir o Estado (2007), não “encontrou terras devastadas”. Taxativo, Joaquim resumiu: “A oposição vai ter um esforço adicional (na campanha). Não haverá espaço para oposição emocional”. (Folha de Pernambuco)

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