Arquivo de março, 2010

Fórmula Um dos Mares

OGrupo EBX, do empresário Eike Batista, trará ao Brasil a maior competição de motonáutica do mundo: o Class 1, considerada a Fórmula 1 dos mares. A disputa que acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de março, será realizada pela primeira vez na América do Sul, com base na Marina da Glória. O acordo para realização do evento no Brasil foi firmado entre a EBX e a IOTA (International Offshore Teams Association) e prevê a realização da competição, no Rio de Janeiro, por dez anos. O circuito da etapa carioca terá oito milhas náuticas e a reta principal ficará em frente à Praia do Flamengo.

Pelo menos dez barcos estarão na disputa. Cada um conta com um piloto e um “throttleman”, que é o responsável pela aceleração e desaceleração do barco. Renomados pilotos da Itália, Noruega, Austrália, Emirados Árabes, entre outros, estarão na disputa pelo título.

O fim de semana do evento começa com os treinos livres na sexta-feira, para que os pilotos possam se adaptar ao circuito.

No sábado e no domingo, pela manhã, acontecem novos treinos livres e os classificatórios, que definirão o grid de largada. Serão duas corridas, no período da tarde, que valem pontos para o Campeonato Mundial. Paralelamente, será disputado o Campeonato de Pole Position, onde só os pilotos que largam na frente somam pontos. A expectativa dos organizadores é grande, espera-se um público assistente de um milhão de pessoas. O público poderá assistir à competição, gratuitamente, na Praia do Flamengo.

Na Marina da Glória, uma arquibancada está sendo montada para um púbico pagante de cerca de 3 mil pessoas, que poderá assistir ao evento e ter acesso a áreas de restaurante e lojas. A estrutura usada para o evento será desmontada a partir do último dia do evento, em no máximo seis dias.

O evento está orçado em R$ 12 milhões, e conta com apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. O Class 1 integra uma série de iniciativas do Grupo EBX na cidade, que incluem a aquisição da concessão da Marina da Glória, que será revitalizada, e servirá de sede para as competições de vela dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Depois do Rio, o circuito do Class 1 segue para Arendal, na Noruega, onde acontece a segunda etapa do Mundial, de 16 a 18 de julho.

O Mundial reúne ainda corridas em Uddevalla, na Suécia, em Constanta, na Romênia, em Stresa, na Itália, e em Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes.

Sobre o Class 1 O Class 1 Powerboat Championship é a principal competição de barcos de velocidade do mundo. A competição existe há mais de 40 anos. A primeira edição foi disputada em 1964, ainda com o nome de Powerboat Championship.

Só em 1992, a categoria passou a se chamar Class 1. Cada barco mede, aproximadamente, 14m de comprimento e 3,5m de largura, e pesa cinco toneladas. As lanchas contam com dois pilotos, um que dirige e outro que acelera. O Circuito Mundial de 2010 terá sete etapas. A equipe vencedora será a que acumular o maior número de pontos no final da temporada.

Os dez primeiros colocados somam pontos: 20 para o vencedor; 15 para o segundo colocado; e 12 para o terceiro. Os demais marcam pontos em uma escala variável (9, 7, 5, 4, 3, 2, 1). Cada corrida tem entre 14 e 16 voltas pelo circuito ou a duração máxima de 45 minutos.

Em 2009, o barco Fazza 3, da equipe Victory, de Dubai, foi o campeão mundial, com cinco vitórias em seis corridas.

Vale lembrar que Eike já conquistou um título mundial a bordo de barcos como esses e não será nenhuma surpresa que ele acabe participando a bordo de um dos barcos, não necessariamente como comandante. (Jornal do Brasil/RJ)

Comentários

Petrobras ainda aguarda que PDVSA aporte recursos em Abreu Lima

RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Petrobras ainda não recebeu nenhuma parcela da PDVSA referente à sua participação na refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, que por este motivo está sendo construída unicamente pela estatal brasileira. Em novembro, a PDVSA se comprometeu a fazer até dezembro um aporte inicial de 300 milhões de dólares para iniciar uma sociedade com a Petrobras no empreendimento, referente a 40 por cento dos gastos iniciais da obra, o que não ocorreu. “Não teve nenhum comunicado oficial sobre esse pagamento”, afirmou o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ao ser perguntado se a empresa efetuou o pagamento. “Eles precisam também assumir 40 por cento do total do empréstimo de 9 bilhões de reais que fizemos no BNDES para construir a refinaria”, ressaltou o executivo. A refinaria Abreu Lima foi objeto de conversas entre Brasil e Venezuela desde o início do governo Lula, em 2003, e era atrelada inicialmente a um projeto de exploração da Petrobras de uma bacia na faixa petrolífera do Orinoco, na Venezuela, operação que já foi descartada pela estatal brasileira. Para a PDVSA se tornar sócia, além dos custos iniciais com terraplanagem entre outros, terá que apresentar garantias ao BNDES para pegar os 3,9 bilhões de reais referentes à sua parte no financiamento feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A refinaria Abreu Lima tem custo total estimado em 23 bilhões de reais e vai processar 230 mil barris diários de petróleo, sendo metade óleo brasileiro e metade venezuelano, de acordo com o projeto original. A previsão é de que a unidade entre em operação em abril de 2012, um ano e um mês depois do previsto. As obras foram iniciadas de fato em 2008. “Estamos tocando a refinaria porque é necessário para o Brasil e para a Petrobras. A PDVSA é muito bem vinda, mas tem que ter o aporte financeiro para assumir sua posição de sócia”, explicou Costa. A Abreu Lima faz parte do conjunto de cinco novas refinarias da Petrobras previstas para os próximos anos. As outras serão construídas no Rio de Janeiro (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro-Comperj); Maranhão (Premium I), Ceará (Premium 2) e uma pequena unidade de gasolina no Rio Grande do Norte. (Por Denise Luna) (fonte: Reuters)

Comentários

Estaleiro investe em petroleiros

O volume de negócios do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) é um indicativo do grande potencial da construção naval no Brasil. Criada em 2005, a empresa tem uma carteira de encomendas que soma US$ 3,4 bilhões. Seu principal cliente é a Petrobras Transporte S.A. (Transpetro), subsidiária da Petrobras especializada em logística e transportes de combustíveis.
 
O EAS tem como sócios o Grupo Camargo Corrêa, a Queiroz Galvão, a PJMR e a sul-coreana Samsung Heavy Industries (SHI). O empreendimento, um marco na revitalização da indústrias naval no Brasil, é resultado de investimentos de R$ 1,4 bilhão e tem capacidade instalada de processamento de 160 mil toneladas de aço por ano.
 
O presidente do EAS, Angelo Alberto Bellelis, falou sobre a empresa e os desafios de formar mão de obra qualificada.
 
O que é o Estaleiro Atlântico Sul?
O Estaleiro Atlântico Sul é uma planta naval de quarta geração, a mesma dos mais modernos estaleiros asiáticos. Nosso objetivo é ser competitivo em nível internacional, aproveitando o momento promissor da construção naval e offshore no Brasil e no mundo. Os investimentos em tecnologia e treinamento e nossa localização privilegiada no Complexo de Suape, em Pernambuco, são fortes diferenciais competitivos do empreendimento e vão contribuir para que possamos atingir essa meta.
 
Quais os principais negócios da empresa?
Em apenas 4 anos, desde que foi criada formalmente, a empresa já conseguiu uma carteira de encomendas com 22 navios petroleiros e um casco de plataforma, somando US$ 3,4 bilhões. E temos oportunidades e capacidade física para crescer muito mais. A Petrobras e a Transpetro estão com grandes licitações programadas para a construção de navios e plataformas e participaremos de todas as que estejam em nosso foco de negócios.
 
Em que medida o pré-sal impulsiona os negócios da companhia?
A Petrobras e a Transpetro, que integra a holding Petrobras, são sem dúvida o grande motor da indústria naval e offshore do país. As encomendas dessas empresas para garantir suporte à prospecção, exploração, produção e desenvolvimento na região do pré-sal garantem condições para um círculo virtuoso em nosso setor. Serão investidos bilhões de dólares em navios sonda, plataformas, navios aliviadores e outros tipos de embarcação. Como o foco do Estaleiro Atlântico Sul é o setor de petróleo e gás, é natural que essas empresas sejam os maiores clientes do EAS, mas não as únicas. Há outros setores que demandam embarcações, como os de minérios, granéis sólidos e carga conteineirizada.
 
Quais são os principais planos a médio prazo?
Nossas prioridades são consolidar a empresa, finalizar a construção de nossa planta industrial e entregar os 22 navios do Programa de Modernização e Expansão da Frota (PROMEF) I e II, da Transpetro, que integram a nossa carteira, e o casco da plataforma P-55.
 
Quais os desafios de encontrar mão de obra qualificada?
Como o Nordeste não tinha tradição na indústria naval, não havia trabalhadores especializados disponíveis no mercado regional. A empresa enfrentou esse quadro ao idealizar e executar seu arrojado Programa de Qualificação. A prioridade é a formação de soldadores e montadores, que são as funções com mais demanda no EAS.
 
Como esses profissionais são treinados?
O treinamento desses operários, recrutados nos municípios do entrono do Complexo de Suape (Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Moreno e Escada), é realizado em parceria com o Governo de Pernambuco, as prefeituras dessas cidades e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). O Governo do Estado e as prefeituras realizaram um programa de esforço de escolaridade, pelo qual passaram em torno de 5 mil pessoas. Já o SENAI foi contratado pelo EAS para capacitação industrial básica, uma das etapas do Programa de Qualificação. Na Unidade Senai do Cabo de Santo Agostinho, os candidatos a uma vaga no EAS conhecem noções gerais do trabalho na indústria. Se aprovados nessa etapa, são contratados e encaminhados para o centro de treinamento do estaleiro.
 
Há outras iniciativas para encontrar profissionais especializados?
Para funções mais graduadas, especialistas com expertise na área foram contratados em outros Estados, principalmente Rio de Janeiro e Santa Catarina, tradicionais formadores de mão de obra para o setor. Mesmo para essas funções houve dificuldades, pois a crise da indústria naval brasileira nas últimas 2 décadas impactou negativamente a formação de novos profissionais, como engenheiros e projetistas navais. Também estamos contratando, no Japão, cerca de 200 soldadores especializados na área naval e offshore. Nosso alvo são os brasileiros com sólida experiência nos estaleiros japoneses. Essa ação tem dois objetivos. Um deles é aumentar nossa produtividade, considerando-se o curto prazo que temos para entregar nossas primeiras encomendas. O outro é misturar a disciplina típica da cultura corporativa japonesa com a criatividade dos nossos trabalhadores selecionados no Brasil.

Comentários

Formatura em Gestão Portuária

Os formandos do turno da manhã participaram da seção de fotos para a formatura, em Suape. Os alunos concluíram o curso em dezembro de 2009, conjuntamente com os colegas do turno da noite. A colação de grau será em abril próximo. Parabéns aos novos Gestores Portuários! 

Comentários (4)

Empregos, e com um bom salário

Empregos, e com um bom salário
A oferta de empregos com remuneração acima da média da região da Grande Florianópolis é outra expectativa em relação à nova empresa. As projeções são de abertura de 3,5 mil empregos diretos na fase de implantação da unidade e 4 mil na fase de operação. E para cada emprego direto, após o início da produção, é estimado pelo menos um indireto, na prestação de serviços, o que significará mais 4 mil postos de trabalho.
 
No Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima), a empresa explicou que pretende contratar 80% de trabalhadores da região na fase de implantação e 90% na fase de operação. Vai capacitar pessoas do local e oferecerá plano de saúde a empregados e familiares, além de transporte, para diminuir a pressão nos sistemas públicos de saúde e transporte de Biguaçu. A companhia informou no prospecto à Bovespa que, com base no contrato de cooperação técnica com a Hyundai, terá treinamento de pessoal.
 
Também fez contato com o Senai de Santa Catarina para futura formação de trabalhadores. Na lista de riscos para o empreendimento, a OSX citou uma possível dificuldade de contar com mão de obra qualificada, embora tenha destacado que Santa Catarina tem boa oferta de trabalhadores. Este é um problema presente no Estado.
 
Como Itajaí e Navegantes integram o melhor polo naval do Brasil, quase uma dezena de novos estaleiros está levando trabalhadores da região com a oferta de salários melhores, diz o presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Naval de Itajaí, Paulo Dutra. Segundo ele, o Estaleiro Atlântico, de Recife, levou mais de 200 trabalhadores da região, desde engenheiro naval até tecnólogos e profissionais de operação.
 
Dutra afirma que na região de Itajaí, para cada emprego direto são gerados cerca de cinco indiretos. O presidente do sindicato dos trabalhadores de Itajaí e região, Oscar João da Cunha, diz que um bom soldador recebe hoje, nos estaleiros do Litoral Norte, cerca de R$ 1,8 mil; um tecnólogo, em torno de R$ 5 mil: e um engenheiro, por volta de R$ 15 mil. Quem ingressa no chão de fábrica sem uma função técnica recebe o piso, R$ 740. (Portal Portos e Navios)

Comentários

Página 1 de 812345»Última »