Arquivo de janeiro, 2010

Foco em economia

O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), instalado no Complexo Industrial de Suape (PE), concluirá até o final de junho a construção de seu primeiro navio. Nos próximos anos, serão entregues outras 22 embarcações e um casco de plataforma de petróleo encomendados pela Transpetro, informa Ângelo Bellelis, presidente do estaleiro.
 
O EAS é hoje o maior estaleiro em capacidade de construção e reparação naval e off-shore (em mar aberto) do hemisfério sul, preparado para processar 160 mil toneladas de aço por ano. “Investimos um total de R$ 1,6 bilhão na estruturação, em Pernambuco, de um estaleiro de 4. geração, moderno, com padrões internacionais, cerca de 730 metros de extensão e outros 680 metros de cais usados para construção e reparo de plataformas off-shore. Essa estrutura foi fundamental para a conquista das licitações de encomenda dos nossos primeiros navios”, disse Bellelis, que participou da última reunião do comitê de Economia & Finanças da Câmara América de Comércio (Amcham).
 
A carteira de encomendas do Atlântico Sul é composta atualmente por navios petroleiros dos modelos Suezmax e Aframax, além do casco da plataforma semissubmersível P-55, todos encomendados pela Transpetro. A perspectiva da direção do EAS é receber em 2010 novos pedidos de navios e plataformas de petróleo de armadoras que atuam no mercado nacional e internacional. “ A descoberta de reservas de petróleo em águas profundas, a chamada camada pré-sal, deve trazer uma nova demanda para as empresas que atuam no mercado nacional de petróleo e off-shore, caso do Atlântico Sul”, afirmou Bellelis. (Publicada no dia 24.01 no Jornal do Commercio/PE. A Coluna Foco é uma realização do departamento de Comunicação da Amcham).

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Governador do Ceará propõe debate sobre local do estaleiro

Área no serviluZ, onde o governo pretende assegurar a implantação do estaleiro, mas encontra resistências
A instalação de um estaleiro em Fortaleza deve promover debates entre poder público e a população. Com a possibilidade deste empreendimento no Serviluz, surgiram argumentos contra tal localização. A mais recente foi levantada pelo vereador Acrísio Sena, líder da prefeita na Câmara. “O Plano Diretor de Fortaleza não aceita a construção de um estaleiro dentro da cidade”, advertiu.
Ao rebater esta e outras opiniões contrárias ao equipamento naquele local, o governador Cid Gomes defende a realização de debates sobre o projeto. “Como ser contra, se não se conhece o projeto?”, questiona.
Neste sentido, o líder do Executivo estadual se reuniu, na semana passada, com sete, dos dez vereadores mais votados, para apresentar o projeto do estaleiro e defender a importância econômica do empreendimento para a comunidade e para o Estado. O governador trabalha para assegurar que o Promar Ceará seja concretizado. O Promar Ceará é um “estaleiro virtual” criado pela PJMR a mesma que criou o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), hoje o maior do hemisfério para participar da licitação da Transpetro.
Cid mostra argumentos
“Se conhecerem o projeto, vão saber que não cria nenhum problema”, defende. Sobre o argumento do vereador, Cid Gomes explica: “Plano diretor é feito à luz daquela realidade. O estaleiro é um fato novo. Não seria razoável que já estivesse previsto. O plano diretor de Fortaleza não permite explicitamente, e não proibe explicitamente. Plano diretor é uma lei, pode ser, à luz de um fato novo, examinada. Avaliada com debate. Gostaria de ouvir um argumento contrário. Ouvi até hoje muita desinformação. Ouvi que todas as famílias seriam retiradas e indenizadas por um valor irrisório. Não será retirada nenhuma família. O que permite o surfe é um quebra-mar, então foi intervenção humana, que alterou o ciclo das ondas. O quebra-mar vai ser só estendido. Na frente, terá área para surfe. Tem uma fábrica artesanal de prancha no bairro”, continua. “Ninguém vai mexer na fábrica. Dizem que vai aumentar engarrafamento. O navio é feito de chapas de aço, que vão vir por via marítima. Não acrescenta um veículo no tráfego de Fortaleza. Para o movimento de trigo e combustíveis no Porto do Mucuripe, o Dnit tem um projeto de uma ponte no Rio Cocó. O Estado tem projeto para avenida dupla até o anel viário. O Dnit tem projeto para outra avenida. Tudo isso vai gerar um escoamento com folga”, defende Cid.
Empregos na região
Para o governador, o grande desafio do Ceará é gerar empregos. Ele aponta uma solução para este problema no Serviluz: “Nenhuma região do Ceará tem tanta miséria e pobreza juntas quanto o Serviluz. Não há no Ceará tanto adensamento de pobreza, falta de perspectiva de oportunidade de trabalho. Um equipamento desse vai gerar 1.200 empregos, 80% das vagas são de baixa qualificação. A empresa pode recrutar no Serviluz. Esse é um dos motivos pelos quais eles querem uma área que tenha adensamento populacional para empregar a mão-de-obra. Vão capacitar, junto com o Estado e a Prefeitura. Sinceramente, qual é o motivo para ser contra?”. (CC)
ANACÉ NO CIPP
“Demarcação não inviabiliza projetos”
Enquanto a Funai não se manifesta sobre as prováveis terras de Anacé, refinaria no CIPP continua no papel
A demarcação de terras indígenas, em Caucaia e São Gonçalo do Amarante, não inviabilizaria os projetos previstos para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), como a refinaria e a siderúrgica. Segundo o governador do Ceará, Cid Gomes, se esta possibilidade for concretizada, os projetos seriam compatibilizados com esta nova realidade.
A questão corre na justiça e, também, aguarda estudo da Funai sobre a existência da tribo Anacé no local.
Na justiça, o Ministério Público Federal (MPF) deu entrada em uma ação civil pública defendendo a demarcação das terras da comunidade indígena Anacé, que estão situadas no complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).
Após os estudos realizados pela Fundação Nacional do Índio (Funai), o MPF, com base em análise de peritos, determinará o que pode ser garantido aos índios, conforme dita a Constituição brasileira.
Sem área definida para instalação da refinaria, a Petrobras afirma que aguarda a solução do problema de terra para poder começar a tocar o empreendimento, orçado, inicialmente, em US$ 11,1 bilhões.
Sem provas
O governador explica que não há nenhum estudo que comprova a existência de índio naquela área. “Há um movimento de algumas lideranças da população lá. Qualquer um pode ir lá e ver se tem algo parecido com um aldeamento. A Funai tem obrigação de reconhecer e respeitar isso. O estudo está sendo feito para identificar a existência da etnia. Se for constatada a possível demarcação, e a União adquirir o terreno, os projeto na área serão compatibilizados com o estudo. Não inviabiliza o complexo”, afirma. (Fonte: Diário do Nordeste/CC)

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Bem-vindo Alunos de Gestão Portuária

Nesta segunda-feira, dia 1 de fevereiro, a Faculdade Metropolitana e o Curso de Gestão Portuária receberão novos alunos nos turnos da manhã e da noite. São cinco novas turmas com 300 novos estudantes do único curso de graduação sobre portos no norte e nordeste do Brasil.

O curso de Gestão Portuária da Faculdade Metropolitana foi autorizado em dezembro de 2007 formando duas turmas em dezembro de 2009. Em apenas dois anos, os primeiros alunos já estão capacidade em gestão de empresas de logística com ênfase em portos.

Estudaram comércio exterior, gestão empresarial, gestão portuária, logística, finanças, segurança no trabalho, proteção ambiental, realizaram diversos trabalhos práticos e visitas às empresas do setor. Visitaram o Porto de Suape e o Porto do Recife acompanhados de seus professores, especialistas em suas áreas de atividades.

Assim será para os novos estudantes que neste e no próximo ano aprenderão valiosos conhecimentos e terão acesso aos modernos modelos de gestão de empresas, estando capacitados para administrar os variados tipos de negócios e organizações da atividade humana.

Parabéns a vocês pela escolha de Gestão Portuária, curso superior em 2 anos de duração. Sejam muito bem-vindos.

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Regime Especial em Matemática e Sistemas de Transporte e Armazenamento

Alunos que ficaram em dependência (exclusivamente)  em Matemática ou em Sistema de Transporte e Armazenamento poderão cursar em regime especial, aos sábados, durante os meses de fevereiro a julho, na Faculdade Metropolitana.

Os interessados devem se comunicar com o Coordenador, por correio, telefone ou pessoalmente, ainda esta semana para que as aulas iniciem no sábado, dia 6 de fevereiro de 2009.

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Locar usa carretas e balsa para lançar submarino ao mar

Comandada pelo empresário Julio Eduardo Simões, a brasileira Locar, classificada entre as 30 maiores operadoras mundiais em logística de carga superpesada, colocou à prova nesta semana sua capacitação ao transportar por terra e mar o submarino Tapajó na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro.
Depois de revisado no galpão do Arsenal da Marinha, o submarino, com 61,20 metros de comprimento, 6,25 metros de largura e 1.400 toneladas de peso, foi colocado sobre uma centopéia rodoviária com 72 linhas de eixos e puxado por dois cavalos mecânicos Oshkosh, cada um equipado com motor de 500 hp.
Da operação em terra, o submarino, em cima do comboio rodoviário, foi transferido para uma balsa oceânica também da Locar, de 75 m de comprimento, 25 m de largura e capacidade para 3.500 t Com apoio de quatro rebocadores, a balsa navegou até o dique seco Almirante Régis. Uma vez acessado, o dique foi alagado para assegurar a flutuação do submarino e posterior retirada da balsa.
Pela dimensão e complexidade, as manobras load out, para lançar ao mar o submarino Tapajó conferem à operação o status de uma das maiores do gênero de movimentação de carga a apoio offshore.
Além do processo de planejamento, certificação, testes e ajustes, que demorou dois meses e culminou no transporte do submarino entre o galpão da oficina ao dique seco Almirante Régis, a operação envolveu equipe com mais 100 pessoas, diretas e indiretas, entre engenheiros, projetistas, soldadores. classificadores e telemetristas.
Com faturamento previsto de R$ 500 milhões para 2010, a Locar atua nas áreas de transporte rodoviário de cargas especiais e excepcionais, remoção industrial, marítima, plataformas aéreas e gruas.
Mais biodiesel para melhorar qualidade do diesel brasileiro
É sabido que o óleo diesel brasileiro não é de boa qualidade para o meio ambiente. Fora das regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza e Recife e nas frotas cativas de ônibus dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro – que utilizam o diesel S50, com teor de enxofre de 50 ppm (partes por milhão) – no resto do País o diesel que alimenta motores de caminhões e ônibus deixa muito a desejar.
Há pelo menos duas ações para melhorar a qualidade ambiental do diesel brasileiro. Uma delas: os investimentos em curso pela Petrobras em processos e equipamentos em suas refinarias.
Outra frente é o biodiesel – óleo extraído de plantas como soja e mamona, por exemplo – que desde 2008 passou a ser ingrediente obrigatório na composição do diesel. O biodiesel começou com 2%, teve a dosagem aumentada para 3% também em 2008, passou para 4% em 2009 e, desde 1º de janeiro, passou a entrar na proporção de 5% em todo óleo diesel consumido no Brasil, exceto o diesel marítimo.
“Para os atuais dados de mercado, a nova mistura deverá gerar economia de divisas da ordem de US$ 1,4 bilhão por ano devido à redução das importações de óleo diesel”, informa a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
Afora servir de contenção de divisas do País, o biodiesel, a cada litro da nova mistura “diminui em 3% a emissão de CO2, além de reduzir a emissão de material particulado”, informa a ANP, que acrescenta. “A introdução do biodiesel na matriz energética brasileira é reconhecida internacionalmente como um caso de sucesso em matéria de uso de combustível renovável em larga escala”.
Em 2009, a produção de biodiesel chegou a 1,3 bilhão de litros. O consumo do diesel total ficou na casa de 45 bilhões de litros.
Montadora: menos emprego, mais atração
A indústria automobilística fechou 2009, penúltimo ano do segundo mandato do presidente Lula, com produção de 3,185 milhões de veículos e quadro de 109.053 empregados. Feitas as contas, cada funcionário respondeu por 29,2 veículos montados.
Há dez anos, em 1999, no segundo mandato do presidente FHC, a indústria montou 1,357 milhão de veículos com 85.100 empregados. Cada trabalhador naquele ano deu conta de 15,9 veículos.
Em 1989, ano em que o presidente Collor foi eleito (derrotando o metalúrgico Lula e chamando de carroças os carros brasileiros) as montadoras fizeram 1,013 milhão de veículos com 118.360 funcionários – uma relação de 8,6 carros/ano por empregado.
No regime militar, em 1979, para produção de 1,128 milhão de veículos havia um efetivo de 127.081 empregados, resultando em 8,9 veículos por funcionário, produtividade maior que em 1969, quando pessoas montaram 353.700 veículos (5,8 veículos por empregado)
Em 1959, véspera da inauguração de Brasília, na gestão do presidente JK, a indústria automobilística, fé 96.114 veículos com 29.323 funcionários – produtividade de 3,3 carros por funcionário.
Numa comparação estatística entre 2009 e 1959, decorridos 50 anos, tem-se que a produtividade de veículos cresceu 33 vezes enquanto o efetivo de empregados foi multiplicado por nove.
Não se pode esquecer que a indústria automobilística, que antes fazia do pãozinho à limpeza predial com pessoal próprio, cada vez mais se concentra na criação, desenvolvimento e montagem final dos veículos, transferindo para uma rede de fornecedores aquilo que considera estranho ao seu core business.
Ainda assim, quem tem a indústria automobilística em seu território não quer perder. Quem não tem, faz de tudo para atrair a atividade, até porque ao seu redor, para facilitar a logística e redução de estoques, brota uma cadeia de produtos e serviços com consequências saudáveis para a agregação de valor e renda para as comunidades.(Fonte: Jornal do Commercio/RJ)

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