Arquivo de dezembro, 2009

Porto graneleiro bate recorde de exportação

Porto da capital deverá fechar o ano com a exportação de 3 milhões de toneladas de produtos, com destaque para grãos, carne e madeira

Um projeto de mudança do local do Porto Organizado de Porto Velho está em análise pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transporte (Dnit) e Ministério dos Transportes com a viabilidade de três lugares que podem ser os escolhidos para as novas instalações. Segundo José Marcondes Cerrutti, diretor presidente do Porto, ainda não é possível a divulgação já que não foi definido o lugar, e os estudos de impacto ambiental e estruturais ainda devem ser feitos. ?Em um prazo de aproximadamente dois meses isso deve ser decidido?, afirma.

Movimentando um total aproximado de R$ 5 milhões por ano no Estado, o Porto sempre bate o recorde anual de transação de produtos para exportação e importação. Segundo Edemir, em 2008 foram exportados 2,6 milhões de toneladas de produtos, e a previsão para o fechamento deste ano é de 3 milhões de toneladas, o que representa mais da metade da capacidade do Porto, que é de 5 milhões de toneladas. ?Quando o nível do Rio Madeira sobe, o número de entradas e saídas dobra, daí a necessidade de um novo Porto?, esclarece.

Os produtos que passam pelo porto são: soja, milho, madeira, açúcar, carnes, e adubo, sendo o último material importado e os demais exportados. ?O Porto tem 11 berços de atracação para as balsas, e apenas um barco empurrador é capaz de levar 12 balsas de soja que são as maiores, com capacidade para 2 mil toneladas cada uma?, explica Edemir quando questionado sobre a diferença do transporte terrestre e fluvial. ?Um barco empurrador com 12 balsas, com o total de 24 mil toneladas de soja, gasta a mesma quantidade de diesel que uma carreta, que só tem a capacidade de transporte de uma tonelada. Isso garante mais economia, e ainda menos perdas de grãos como acontece ao longo da estrada?, completa.

Também é pelo Porto que passa a maioria dos carros que abastecem o mercado automobilístico de Manaus e Belém. Segundo o diretor presidente, a previsão para o ano de 2010 é de ampliação dos negócios para maior faturamento do Porto, gerando mais lucros para a economia do Estado. ?Nós estamos acertando o transporte de importação de equipamentos para as usinas do Madeira, como turbinas e geradores, além de seus acessórios?, revela. Marcondes diz que a idéia é conquistar as empresas que transportam pelos portos de Santos e Paranaguá. ?Fazendo a importação de pneus e outros materiais do ramo para empresas locais, além de vidro para a Mirandex e peças de bicicletas para a fábrica de montagem de Pimenta Bueno nós vamos dar um salto, e já estamos nessa busca?, informa.

Faturamento

O faturamento tem um aumento anual de 30%, mas para José Marcondes com visão empresarial é possível fazer com que esse número seja maior. ?Estamos em negociação para a importação e exportação da castanha e da madeira da Bolívia. No projeto experimental foi construído um contêiner para a amostra e deu certo. O produto viria para Porto Velho, para daqui ser distribuído para outros destinos, mas a única dificuldade que estamos enfrentando é com a Receita Federal que não tem pessoal suficiente para realizar a burocracia necessária. Esse problema deve ser resolvido em breve e logo poderemos começar essa nova rota?, garante.

Visitas

Apesar de não ser aberto para livre circulação, com base na Norma de Segurança do Trabalho Portuário (NR 29), a diretoria permite a visitação do público interessado desde que seja protocolada, com antecedência, uma solicitação para a visita que é monitorada por um funcionário. ?A movimentação seria arriscada já que o cais e os demais locais de entrada e saída de produtos têm equipamentos que oferecem perigo à segurança de pessoas que não estejam devidamente vestidas e com capacetes?, declara Edemir Brasil, responsável pelo setor de estimativas.(Fonte: Diário da Amazônia – Porto Velho,RO/Vanessa Farias)

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Brasileiros vão à Holanda

conhecer as tendências mundiais para a indústria naval

O diretor da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Clayton Campanhola, e o responsável pelas atividades com a indústria naval na Agência, Jorge Boeira, participam da missão brasileira à Holanda realizada pelo Programa de Internacionalização da Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás (ProInter P&G), entre os dias 31/10 a 14/11.

Os representantes da Agência participarão de visitas técnicas guiadas na Feira Europort Maritime 2009, maior feira naval do mundo, em Rotterdam. O objetivo é conhecer as tendências tecnológicas em diversos setores da indústria marítima, como construção naval, manutenção e reparação, propulsão, dragagem, navegação, eletrônica e serviços.

Durante a missão, os representantes da ABDI também participarão de reuniões com reconhecidas instituições do setor naval, além de visitas em pólos tecnológicos, agências de fomento à cooperação internacional e consórcios de empresas do setor. Campanhola e Boeira acompanharão, ainda, um encontro na Câmara de Comércio de Rotterdam, que contará com apresentações institucionais e rodadas de negócios.

?Verificar o desenvolvimento tecnológico do setor e observar as necessidades do mercado são etapas importantes do processo de estímulo à inovação e aumento da competitividade das empresas brasileiras, previstos na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Governo Federal?, conta Campanhola.

Para este segmento da economia, as ações da PDP estão voltadas ao fortalecimento da indústria naval, a partir das encomendas do segmento off-shore e de demandas da armação nacional, especialmente para cabotagem. ?Buscamos apoiar a consolidação empresarial e a modernização da estrutura industrial do setor, estimular o investimento em pesquisa, desenvolvimento, inovação e qualificação profissional e fomentar a engenharia nacional de projetos navais.

Com isso, será possível aumentar o uso de navipeças nacionais, ampliar a participação da bandeira brasileira na marinha mercante mundial, além de gerar dezenas de milhares de empregos?, explica Reginaldo Arcuri, presidente da ABDI.

A missão à Holanda também faz parte do Projeto de Apoio à Inserção Internacional de Pequenas e Médias Empresas Brasileiras (PAIIPME), que é co-financiado pela União Europeia e executado pela Agência. Segundo Patrícia Vicentini, diretora do PAIIPME, o objetivo principal do Projeto é contribuir para a inserção competitiva do Brasil na economia mundial e, em especial, reforçar os laços econômicos e comerciais com a União Europeia.

?Pretendemos melhorar a capacidade das pequenas e médias empresas brasileiras para operações internacionais, aprimorar o seu conhecimento sobre mercados potenciais, melhorar o ambiente externo para operações de exportação, estabelecer parcerias com mercados-alvo e promover a adaptação de tecnologias, processos produtivos e serviços?, explica ela.(fONTE: Administradores – Rio de Janeiro,RJ)

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