Porto graneleiro bate recorde de exportação
Porto da capital deverá fechar o ano com a exportação de 3 milhões de toneladas de produtos, com destaque para grãos, carne e madeira
Um projeto de mudança do local do Porto Organizado de Porto Velho está em análise pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transporte (Dnit) e Ministério dos Transportes com a viabilidade de três lugares que podem ser os escolhidos para as novas instalações. Segundo José Marcondes Cerrutti, diretor presidente do Porto, ainda não é possível a divulgação já que não foi definido o lugar, e os estudos de impacto ambiental e estruturais ainda devem ser feitos. ?Em um prazo de aproximadamente dois meses isso deve ser decidido?, afirma.
Movimentando um total aproximado de R$ 5 milhões por ano no Estado, o Porto sempre bate o recorde anual de transação de produtos para exportação e importação. Segundo Edemir, em 2008 foram exportados 2,6 milhões de toneladas de produtos, e a previsão para o fechamento deste ano é de 3 milhões de toneladas, o que representa mais da metade da capacidade do Porto, que é de 5 milhões de toneladas. ?Quando o nível do Rio Madeira sobe, o número de entradas e saídas dobra, daí a necessidade de um novo Porto?, esclarece.
Os produtos que passam pelo porto são: soja, milho, madeira, açúcar, carnes, e adubo, sendo o último material importado e os demais exportados. ?O Porto tem 11 berços de atracação para as balsas, e apenas um barco empurrador é capaz de levar 12 balsas de soja que são as maiores, com capacidade para 2 mil toneladas cada uma?, explica Edemir quando questionado sobre a diferença do transporte terrestre e fluvial. ?Um barco empurrador com 12 balsas, com o total de 24 mil toneladas de soja, gasta a mesma quantidade de diesel que uma carreta, que só tem a capacidade de transporte de uma tonelada. Isso garante mais economia, e ainda menos perdas de grãos como acontece ao longo da estrada?, completa.
Também é pelo Porto que passa a maioria dos carros que abastecem o mercado automobilístico de Manaus e Belém. Segundo o diretor presidente, a previsão para o ano de 2010 é de ampliação dos negócios para maior faturamento do Porto, gerando mais lucros para a economia do Estado. ?Nós estamos acertando o transporte de importação de equipamentos para as usinas do Madeira, como turbinas e geradores, além de seus acessórios?, revela. Marcondes diz que a idéia é conquistar as empresas que transportam pelos portos de Santos e Paranaguá. ?Fazendo a importação de pneus e outros materiais do ramo para empresas locais, além de vidro para a Mirandex e peças de bicicletas para a fábrica de montagem de Pimenta Bueno nós vamos dar um salto, e já estamos nessa busca?, informa.
Faturamento
O faturamento tem um aumento anual de 30%, mas para José Marcondes com visão empresarial é possível fazer com que esse número seja maior. ?Estamos em negociação para a importação e exportação da castanha e da madeira da Bolívia. No projeto experimental foi construído um contêiner para a amostra e deu certo. O produto viria para Porto Velho, para daqui ser distribuído para outros destinos, mas a única dificuldade que estamos enfrentando é com a Receita Federal que não tem pessoal suficiente para realizar a burocracia necessária. Esse problema deve ser resolvido em breve e logo poderemos começar essa nova rota?, garante.
Visitas
Apesar de não ser aberto para livre circulação, com base na Norma de Segurança do Trabalho Portuário (NR 29), a diretoria permite a visitação do público interessado desde que seja protocolada, com antecedência, uma solicitação para a visita que é monitorada por um funcionário. ?A movimentação seria arriscada já que o cais e os demais locais de entrada e saída de produtos têm equipamentos que oferecem perigo à segurança de pessoas que não estejam devidamente vestidas e com capacetes?, declara Edemir Brasil, responsável pelo setor de estimativas.(Fonte: Diário da Amazônia – Porto Velho,RO/Vanessa Farias)




