Arquivo de dezembro, 2009

Indústria pernambucana deve crescer até 5%

Segmento local ficará acima das médias nacional e nordestina
 
A indústria pernambucana deve registrar um crescimento de 4,5% a 5% ao fim deste ano. Segundo o presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Jorge Côrte Real, o acréscimo seria ainda maior, não fossem as turbulências da crise mundial. Caso a economia tivesse se mantido estável, o incremento teria condições de chegar até 9%. Mesmo assim, o Estado conseguirá ficar acima das médias nacional e nordestina. O problema é que alguns setores esbarram na falta de políticas tributárias.
 
“Poderiam ser tomadas medidas relacionadas aos calçados e à indústria moveleira semelhantes às que foram adotadas na área têxtil. É o caso de incentivar os investimentos e isentar as empresas dos insumos”, elencou Côrte Real, lembrando a necessidade de uma Reforma Tributária. Para 2010, ele aposta em recuperação, em função da caminhada de projetos estruturadores, como a duplicação da BR-101 e da BR-408, as obras da Transnordestina, além da Refinaria Abreu e Lima e do Estaleiro Atlântico Sul.
 
Sobre o pacote anunciado anteontem pelo Governo Federal, o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Armando Monteiro Neto, disse que o País pode até pecar por excesso, mas nunca por falta de ações. “Com a desoneração de IPI até os investimentos da Petrobras vão ficar mais baratos, porque está se tirando o imposto sobre ativos e máquinas”.
 
Ontem, 29 empresas com mais de 70 anos – idade completada pela Fiepe este ano – foram homenageadas durante o lançamento da edição 2009/ 2010 do Cadastro Industrial de Pernambuco da Fiepe. Entre elas a Companhia Geral de Melhoramentos em Pernambuco/Usina Cucaú, fundada em 1891. “O prêmio é de extrema importância para empresa e para a indústria açucareira”, disse o diretor-presidente da Companhia, Antônio Dourado Cavalcanti Filho. Mais de dez usinas foram homenageadas e ainda houve a entrega do prêmio IEL. (Folha de Pernambuco)

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Santos Brasil bate novo recorde de movimentação

A Santos Brasil bateu um novo recorde de movimentação no último domingo, no Tecon de Santos, quando realizou 110 movimentos por hora (mph ? índice que mede a produtividade por hora de uma operação de carga e descarga de contêineres). Ao todo foram movimentados 605 contêineres em 5,6 horas durante a operação do navio “MSC Davos VG 015 R”. O recorde do ano era de 108,24 mph, atingido em maio.

A marca coloca o terminal de contêineres, operado pela empresa no Porto de Santos, entre os mais eficientes do mundo. Recentemente a companhia investiu cerca R$ 60 milhões em novos guindastes, do tipo portêineres, capazes de operar dois contêineres de 40 pés ou quatro de 20 pés simultaneamente. (da Redação)

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Conselho aprova criação de duas ZPEs

Foram as primeiras ZPEs aprovadas pelo conselho, instalado em 6 de maio deste ano
 
O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportações (CZPE) aprovou ontem a criação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Assú, no município de mesmo nome, no Rio Grande do Norte. E aprovou também a ZPE de Suape, em Jaboatão dos Guararapes (PE). Para o funcionamento, porém, ainda faltam liberação da Receita Federal e decreto presidencial.
 
Foram as primeiras ZPEs aprovadas pelo conselho, instalado em 6 de maio deste ano. A ZPE permite que as empresas instaladas na área tenham isenção tributária na aquisição interna e externa de insumos, e produzam, exclusivamente, para a exportação. A ZPE de Assú será instalada numa área de aproximadamente 1 mil hectares, no município de Assú, que fica no Oeste do Rio Grande do Norte. Deve ficar pronta em cerca de dois anos, após o término das obras de infraestrutura, que devem custar cerca de R$ 18 milhões.
 
Segundo o CZPE, órgão colegiado do governo federal que se reúne no Ministério do Desenvolvimento, a ZPE de Assú tem potencial para desenvolvimento de indústrias de alimentos, principalmente beneficiamento de frutas e frutos do mar, produtos químicos, sal e recursos minerais.
 
Já a ZPE de Suape será instalada em uma área de cerca de 200 hectares, em Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife (PE). Tem obras estimadas em R$ 10,8 milhões, também em cerca de 21 meses. O projeto apresentado ao conselho diz que existe interesse de empresas dos setores de alimentos, bebidas, equipamentos elétricos, produtos químicos, indústrias agropecuárias, naval, além dos setores de petróleo, gás e tecnologia.
 
Entre outros privilégios, o prazo de vigência dos incentivos previstos para uma empresa em ZPE é de até 20 anos, prorrogável por igual período. (Valor Econômico/SP)

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Estado do Paraná será fornecedor de peças para a indústria naval

Entidades apresentaram catálogo de produtos necessários ao setor
 
Atualmente, 28% dos gastos da indústria naval brasileira são com material importado, enquanto as peças brasileiras respondem por apenas 24%. A intenção de aumentar a participação da indústria nacional na fabricação de embarcações, principalmente as voltadas à produção de petróleo, resultou na confecção de uma lista de empresas potenciais fornecedoras para o setor, que demanda cerca de 1,8 mil itens diferentes.
 
Ontem, em Curitiba, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) promoveu o lançamento estadual do chamado Catálogo Navipeças. O catálogo foi criado por iniciativa da Organização Nacional da Industria do Petróleo (Onip) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), e ainda está em desenvolvimento.
 
De acordo com o gerente de Fomento e Desenvolvimento da Diretoria de Desenvolvimento e Negócios da Fiep, Gustavo Fanaya, há uma série de produtos que a indústria naval necessita, e que são produzidos por empresas do Estado, de diversos tamanhos.
 
Os estaleiros são apenas a ponta da cadeia, afirma. A indústria precisa de parafusos, pisos, janelas, portas, e até alimentos e roupas, completa. O grande problema, segundo Fanaya, é que os fabricantes desses itens não se enxergam como fornecedores da indústria naval, apesar de, muitas vezes, já fabricarem produtos que o setor necessita. Assim, os nossos estaleiros são obrigados a adquirir os itens fora do País, conclui. Isso, lembra ele, leva o segmento a ter um nível baixo de nacionalização.
 
Em sua explanação aos empresários que compareceram ao lançamento do catálogo, o engenheiro Rogério Boeira, do departamento de Petróleo e Gás do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), afirmou que o banco destinou um papel prioritário ao setor, e que está tentando cercar por todos os lados as indústrias que podem fornecer ao segmento. Uma das formas de iniciar essa participação, disse ele, é por meio do catálogo.
 
Para serem incluídas no catálogo, que promete ser referência internacional, as empresas devem fazer um cadastro gratuito no site www.onip.org.br/navipecas. Em seguida, elas enviam documentos que comprovam aspectos técnicos e jurídicos, e aguardam aprovação pela Comissão de Avaliação de Empresas (CAE). Se aprovadas, elas podem, por exemplo, participar de rodadas de negócios com empresas demandantes e grupos de trabalho do setor, além de receber informativos e convites para eventos. (Portal Portos e Navios)

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Mais um par de estaleiros no país

Tem projeto novo na Transpetro. A empresa negocia com investidores e governos estaduais a construção de um par de estaleiros de reparos no litoral brasileiro.

Um dos projetos deve ficar no Rio; outro, no Nordeste.

Sérgio Machado, presidente da estatal, identificou a necessidade diante do expressivo aumento da frota naval do país. Por ano, passam pela costa brasileira cerca de 4.600 navios. O número só tende a aumentar com as encomendas da Transpetro e de sua controladora, a Petrobras, nos próximos anos.

“Estamos num esforço grande para viabilizar a instalação desses dois estaleiros de reparo. Hoje, praticamente, só existe o Renave, no Rio”, diz Machado.

As estimativas iniciais são de que cada unidade consuma US$ 250 milhões em investimento.

Nos bastidores do mercado, comenta-se que investidores estrangeiros já procuraram o BNDES para se informar sobre linhas de financiamento ao setor.

O governo do Rio também tem conversado com potenciais investidores.

Uma opção, diz uma fonte, é a venda do Renave, que pertence ao grupo paraense Reicon.

Sem os estaleiros de reparo, as embarcações que circulam no país são levadas ao exterior para manutenção e consertos.

Além do custo eventualmente mais alto, o país perde oportunidades de receitas e geração de empregos. A mão de obra usada na reparação, em geral, é mais especializada e bem remunerada que os trabalhadores das unidades voltadas à construção de navios. (O Globo/RJ/Coluna Negócios & Cia)

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