Arquivo de outubro, 2009

PE pode fabricar sondas para explorar o pré-sal

Grupo norteamericano estuda a instalação de uma planta de aproximadamente US$ 100 milhões, com cerca de 2 mil vagas
 
Pernambuco poderá fabricar sondas para exploração de petróleo na camada pré-sal. O grupo norteamericano National Oilwell Varco (NOV) estuda a instalação de uma planta de aproximadamente US$ 100 milhões no Brasil, significando a geração de cerca de dois mil empregos.
 
Suape é uma das localizações possíveis. Enquanto o investimento não é confirmado, o governo do estado comemorou ontem a chegada de uma unidade da Fiber Glass Systems, empresa pertencente ao mesmo grupo. O investimento será na ordem de R$ 20 milhões, gerando 100 novos empregos diretos.
 
A Fiber Glass Systems é um dos maiores fornecedores mundiais da indústria de petróleo, gás, naval e offshore, empregando 40 mil pessoas. Em Suape, serão produzidos tubos e conexões em resina e fibra de vidro para atender, principalmente, às demandas da Refinaria Abreu e Lima e do Estaleiro Atlântico Sul. Para o estaleiro, a empresa vai fornecer tubulação para linhas de lastro para os primeiros dez petroleiros Suezmax. A planta terá capacidade para produzir oito quilômetros de tubos por dia, ocupando um terreno de oito hectares dentro do projeto Suape Global.
 
Após assinar o protocolo de intenções com o governo do estado, no Palácio do Campo das Princesas, o presidente da Fiber Glass, Hossein Arian, disse que a construção da fábrica será iniciada no primeiro semestre de 2010, com previsão de começar a operar no primeiro semestre de 2011. “Estamos certos que este (Suape) é o local ideal para o crescimento dos nossos negócios no mundo”, declarou. Antes mesmo de iniciar as operações, no entanto, a empresa espera faturar US$ 1 milhão com prestação de serviços ao mercao local já em 2010.
 
A Fiber Glass Systems tem cinco fábricas nos Estados Unidos e duas na China. No Brasil, a empresa sondou quatro estados e acabou escolhendo Pernambuco pela infraestrutura existente em Suape e pela localização geográfica, próxima dos campos produtores de petróleo da África e do Golfo do México. A nona fábrica deverá ser instalada em Omã, umdos países árabes. Estudos estão em andamento.
 
A Fyber Glass Systems atua há 15 anos no Brasil e emprega mais de 700 pessoas. Entre seus clientes estão a Petrobras e estaleiros localizados no Rio de Janeiro. “Saímos na frente de Macaé (RJ), do interior de São Paulo e outros polos importantes”, vibrou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho. Segundo ele, a fábrica de tubos e conexões é apenas o início de um namoro.
 
“Tenho certeza que (esse namoro) vai dar em casamento e em breve eles voltarão para anunciar um novo investimento para produção de sondas para atender às encomendas da Petrobras”, afirmou Bezerra Coelho. A Petrobras está para lançar no mercado uma licitação para aquisição de 28 sondas.
 

O governador Eduardo Campos destacou que a vinda do grupo NOV é fruto de um trabalho iniciado há mais de dois anos, quando o governo do estado iniciou as discussões sobre o Suape Global, divulgando o complexo industrial portuário como provedor de bens e serviços em países como Estados Unidos, Noruega e Inglaterra.
 
“O que plantamos ontem estamos colhendo hoje”, frisou, lembrando que a ideia é potencializar os efeitos dos empreendimentos estruturadores que estão chegando ao estado, como a refinaria, o estaleiro e as plantas petroquímicas de PTA, PET e fios de poliéster. O projeto Suape Global já conta com dez empresas, entre elas Decoship, RIP, Fasal, IBG, Alphatec e Jaraguá. (Diário de Pernambuco)

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Pré-sal e porto levam “boom” à Baixada

SÃO PAULO – A chamada região metropolitana da Baixada Santista, que abrange nove cidades do litoral sul paulista, experimenta uma aceleração em seu crescimento, desencadeada tanto pelos planos de expansão do Porto de Santos como pela chegada das operações da Petrobras, o que também deve refletir-se nos negócios do setor imobiliário nos próximos anos. Para dar uma ideia, está previsto um aumento de cerca de 22,5 mil imóveis nos próximos anos – o total de unidades em projeto e construção.

Como o aquecimento econômico regional pode elevar ainda mais a demanda por moradias em todos os níveis, grandes construtoras, exemplo de Helbor e Tecnisa, direcionam seu olhar às oportunidades locais. Cada uma delas planeja lançar um novo empreendimento residencial por lá entre 2009 e 2010.

Dos imóveis que já estão planejados na Baixada, região que engloba os Municípios de Santos, São Vicente, Cubatão, Guarujá, Mongaguá, Itanhaém, Praia Grande Peruíbe e Bertioga, mais de 7,6 mil unidades residenciais são de médio padrão e cerca de 6,5 mil são de classe superior.

Os dados foram levantados pela Secretaria Municipal de Planejamento de Santos (Seplan), que também apontou que no setor de interesse social estes números saltam para 8,4 mil unidades.

“O desenvolvimento com a chegada das operações de petróleo e gás vai gerar uma expansão habitacional na Baixada”, comentou Débora Blanco, diretora técnica da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem). A agência tem a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução das funções públicas de interesse comum entre as cidades na região. Débora explicou que como se trata de uma região com espaço limitado de expansão territorial, esse movimento deve seguir crescendo em direção às cidades ao sul do litoral paulista.

Lançamentos

As apostas da Tecnisa na Baixada Santista são grandes, mas a empresa mantém a linha conservadora e atua só em Santos e na Praia Grande. Segundo o diretor de produto, Marcelo Moralles, a perspectiva é que o mercado imobiliário de Santos dobre de tamanho nos próximos anos.

A empresa lançará no final de 2009 um empreendimento de médio-alto padrão no Morro Santa Terezinha. Moralles está confiante com a construção, e se justifica com os valores das unidades, ainda em fase de estudo: “Serão 200 apartamentos de 140

m², mas os preços serão equivalentes aos de apartamentos, 20 m² menores que estão próximos da praia”, afirma.

O lançamento é reflexo das vendas de um outro empreendimento, lançado em dezembro na mesma região. Cerca de 50% das

1.400 unidades, cujo valor gira em torno de R$ 250 mil, já estão vendidas.

Moralles argumenta o interesse da Tecnisa pelo mercado da Baixada com a fatia que a cidade representou nos negócios da empresa em 2008. “Entre R$ 1,5 milhão em VGV doslançamentos do ano passado, R$ 250 milhões são referentes aos lançamentos no litoral paulista.”

Santos é a menina-dos-olhos da construtora Helbor,que considera esta cidade, não as capitais, o melhor mercado. A empresa lançou nove empreendimentos na cidade, todos de médio e alto padrão, em oito anos de atuação. Segundo o diretor comercial, Marcelo Bonanata, os investimentos continuam na região.

Sem dar muitos detalhes sobre o negócio, o executivo afirma apenas que a empresa “Helbor está planejando um lançamento residencial na região da praia do Gonzaga. O imóvel está previsto para o começo de 2010″. Considerando o novo lançamento, a empresa é responsável por 1.257 unidades em Santos.

Seguindo a capital

O fato é que as empresas estão conservadoras em relação à expansão rumo às demais cidades da Baixada devido ao status de metrópole que Santos tem, diante dos demais municípios. Para Moralles, mesmo com a escassez de terrenos em Santos, existe uma luz no fim do túnel. Ele acredita em um processo parecido com o ocorrido em São Paulo. “Na verdade, vai funcionar como uma réplica do que aconteceu na capital. Existem muitos galpões, em regiões centrais, que provavelmente serão remanejados para as demais cidades e darão lugar para grandes empreendimentos”, diz.

Social

Com grande concentração populacional em áreas de encostas e morros, o setor de habitação popular também tem perspectivas de aumento na região da Baixada, segundo planos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU). “Na Baixada foram construídas 1,4 mil unidades até 2007, e hoje estão em obras outras 4,6 mil, correspondendo a um aporte de R$ 243 milhões”, afirma uma técnica o CDHU.

Além dos projetos de construção de unidades habitacionais, a CDHU mantém, na região, planos de urbanização e revitalização de favelas e readequação de moradias. Somando-se o que está em construção, mais o que entrará 2010, serão apostados aproximadamente R$ 657 milhões, totalizando quase 10 mil moradias.(Fonte: DCI/Pedro Souza / Fabíola Binas)

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Cada poço do pré-sal custará US$ 100 milhões

Brasília. Cada poço de extração do petróleo na camada pré-sal deverá custar aproximadamente US$ 100 milhões para entrar em produção. A estimativa é do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, que participou ontem de audiência pública na Câmara dos Deputados.
 
Segundo Gabrielli, esse é o custo de um poço para a perfuração abaixo de dois mil metros, como é o caso do pré-sal. “Primeiro tem que identificar o poço, depois contratar uma sonda, tem que perfurar. Para isso, você utiliza equipamentos, você tem que completar esse poço e depois ele tem que ser preparado para entrar em produção. Isto custa em torno de US$ 100 milhões por poço”, explicou.
 
Para o presidente da Petrobras, a empresa trabalha com uma projeção do barril de petróleo a US$ 45 para que o poço seja economicamente viável. “Nós trabalhamos num cenário de análise do nosso portifólio de investimentos que ele tem que ser viável se o preço do barril for 45 dólares. Não estou dizendo que o preço será US$ 45, nem estou dizendo que o custo é esse. Nós estamos analisando o nosso próprio portifólio”.(Portal Portos e Navios)

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Pré-sal e porto levam “boom” à Baixada

SÃO PAULO – A chamada região metropolitana da Baixada Santista, que abrange nove cidades do litoral sul paulista, experimenta uma aceleração em seu crescimento, desencadeada tanto pelos planos de expansão do Porto de Santos como pela chegada das operações da Petrobras, o que também deve refletir-se nos negócios do setor imobiliário nos próximos anos. Para dar uma ideia, está previsto um aumento de cerca de 22,5 mil imóveis nos próximos anos – o total de unidades em projeto e construção.

Como o aquecimento econômico regional pode elevar ainda mais a demanda por moradias em todos os níveis, grandes construtoras, exemplo de Helbor e Tecnisa, direcionam seu olhar às oportunidades locais. Cada uma delas planeja lançar um novo empreendimento residencial por lá entre 2009 e 2010.

Dos imóveis que já estão planejados na Baixada, região que engloba os Municípios de Santos, São Vicente, Cubatão, Guarujá, Mongaguá, Itanhaém, Praia Grande Peruíbe e Bertioga, mais de 7,6 mil unidades residenciais são de médio padrão e cerca de 6,5 mil são de classe superior.

Os dados foram levantados pela Secretaria Municipal de Planejamento de Santos (Seplan), que também apontou que no setor de interesse social estes números saltam para 8,4 mil unidades.

“O desenvolvimento com a chegada das operações de petróleo e gás vai gerar uma expansão habitacional na Baixada”, comentou Débora Blanco, diretora técnica da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem). A agência tem a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução das funções públicas de interesse comum entre as cidades na região. Débora explicou que como se trata de uma região com espaço limitado de expansão territorial, esse movimento deve seguir crescendo em direção às cidades ao sul do litoral paulista.

Lançamentos

As apostas da Tecnisa na Baixada Santista são grandes, mas a empresa mantém a linha conservadora e atua só em Santos e na Praia Grande. Segundo o diretor de produto, Marcelo Moralles, a perspectiva é que o mercado imobiliário de Santos dobre de tamanho nos próximos anos.

A empresa lançará no final de 2009 um empreendimento de médio-alto padrão no Morro Santa Terezinha. Moralles está confiante com a construção, e se justifica com os valores das unidades, ainda em fase de estudo: “Serão 200 apartamentos de 140

m², mas os preços serão equivalentes aos de apartamentos, 20 m² menores que estão próximos da praia”, afirma.

O lançamento é reflexo das vendas de um outro empreendimento, lançado em dezembro na mesma região. Cerca de 50% das

1.400 unidades, cujo valor gira em torno de R$ 250 mil, já estão vendidas.

Moralles argumenta o interesse da Tecnisa pelo mercado da Baixada com a fatia que a cidade representou nos negócios da empresa em 2008. “Entre R$ 1,5 milhão em VGV doslançamentos do ano passado, R$ 250 milhões são referentes aos lançamentos no litoral paulista.”

Santos é a menina-dos-olhos da construtora Helbor,que considera esta cidade, não as capitais, o melhor mercado. A empresa lançou nove empreendimentos na cidade, todos de médio e alto padrão, em oito anos de atuação. Segundo o diretor comercial, Marcelo Bonanata, os investimentos continuam na região.

Sem dar muitos detalhes sobre o negócio, o executivo afirma apenas que a empresa “Helbor está planejando um lançamento residencial na região da praia do Gonzaga. O imóvel está previsto para o começo de 2010″. Considerando o novo lançamento, a empresa é responsável por 1.257 unidades em Santos.

Seguindo a capital

O fato é que as empresas estão conservadoras em relação à expansão rumo às demais cidades da Baixada devido ao status de metrópole que Santos tem, diante dos demais municípios. Para Moralles, mesmo com a escassez de terrenos em Santos, existe uma luz no fim do túnel. Ele acredita em um processo parecido com o ocorrido em São Paulo. “Na verdade, vai funcionar como uma réplica do que aconteceu na capital. Existem muitos galpões, em regiões centrais, que provavelmente serão remanejados para as demais cidades e darão lugar para grandes empreendimentos”, diz.

Social

Com grande concentração populacional em áreas de encostas e morros, o setor de habitação popular também tem perspectivas de aumento na região da Baixada, segundo planos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU). “Na Baixada foram construídas 1,4 mil unidades até 2007, e hoje estão em obras outras 4,6 mil, correspondendo a um aporte de R$ 243 milhões”, afirma uma técnica o CDHU.

Além dos projetos de construção de unidades habitacionais, a CDHU mantém, na região, planos de urbanização e revitalização de favelas e readequação de moradias. Somando-se o que está em construção, mais o que entrará 2010, serão apostados aproximadamente R$ 657 milhões, totalizando quase 10 mil moradias.(Fonte: DCI/Pedro Souza / Fabíola Binas)

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Exportadores do Vale voltam a utilizar Suape

Os exportadores de frutas do Vale do São Francisco voltam a ter a opção de exportar a safra de manga e uva para a Europa pelo Porto de Suape. A Hamburg Süd, que tinha suspendido a linha no ano passado, decidiu retomar a operação com escalas semanais para o norte da Europa. A volta da carga vai contribuir para o aumento da movimentação do Tecon Suape, além de impactar no resultado do complexo portuário como um todo.
 
O gerente da Hamburg Süd no Nordeste, Norbert Bergmann, diz que a linha para a Europa começou a operar no dia 7 de setembro. “Estamos atuando com seis navios, fazendo escalas semanais, atracando em Suape todas as segundas-feiras”, observa. As embarcações partem de Suape para o Porto de Roterdã, na Holanda, com um tempo de trânsito de nove dias. A linha será mantida até o dia 14 de dezembro.
 
Bergmann destaca que a Hamburg Süd vai atender os exportadores de frutas do Vale do São Francisco com os maiores navios da sua frota, com capacidade para movimentar até 5.900 TEUs (unidade para contêineres de 20 pés). São navios com 286 metros de comprimento e calado de 12,5 metros. “Suape dispõe hoje da melhor infraestrutura para receber esse tipo de navio”, frisa o executivo. O Porto de Salvador, por exemplo, não dispõe de berços com esse comprimento.
 
Em 2007 o Porto de Suape fez um grande esforço para aumentar sua participação nas exportações de frutas do Vale do São Francisco, mas foi deixado para trás pelos portos concorrentes de Pecém (CE) e Salvador (BA). Naquele ano, a diretoria do complexo juntou na mesa de discussão governo, empresários do setor de fruticultura, armadores, Tecon e operadores do transporte rodoviário para descobrir uma equação que garantisse preço atrativo em relação aos portos vizinhos.
 
Este ano, a expectativa da Hamburg Süd é que 70% da carga frigorificada movimentada pelo armador no Nordeste se concentre em Suape. A companhia já atua em Suape com oito escalas mensais para os Estados Unidos, além de outra quatro/mês para o golfo. “Acreditamos na eficiência do terminal (Tecon) e na organização logística do porto. Por isso voltamos com essa escala para o norte da Europa.
 
O diretor comercial do Tecon, Rodrigo Aguiar, também comemora a nova linha. “Esperamos que os volumes exportados a partir de Suape voltem aos patamares que alcançamos em 2007, quando 40% dos embarques de frutas se concentravam aqui”, compara. O executivo destaca que o pico da safra ocorre em outubro e que os volumes embarcados vão depender da demanda do mercado internacional.
 
O vice-presidente de Suape, Sidnei Aires, espera que a retomda das exportações de frutas para a Europa contribuam para melhorar a movimentação de carga do porto, que acumula queda de 13% de janeiro a agosto deste ano. (Jornal do Commercio/PE)

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