Arquivo de outubro, 2009

INFRAESTRUTURA

 
A Petroquímica Suape faz parte do braço petroquímico da Petrobras e representa um investimento de cerca de R$ 4 bilhões. A companhia local começou a fechar contratos para garantir a sua infraestrutura, inclusive o armazenamento da matéria-prima. Serão construídos tanques para armazená-la na área da Transpetro, empresa que também pertence à Petrobras.
 
A Petroquímica também contratou um grupo privado que tem terminais em Suape para receber o monoetilenoglicol (MEG), um insumo que serve de matéria-prima para o PTA.
Também já foram iniciados os contatos com a Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) para adquirir cerca de 150 mil metros cúbicos por dia de gás natural. A demanda da empresa seria de 350 mil metros cúbicos diários, mas não há disponibilidade do produto, segundo o diretor superintendente PetroquímicaSuape, Richard Ward.
 
A Petroquímica também deve fechar um contrato com a Compesa para adquirir 1 milhão de metros cúbicos de água por mês, que serão usados nas três plantas. O PTA é o insumo para produzir poliéster têxtil, a resina PET é destinada a fabricação de embalagens plásticas e os fios de poliéster serão usados na indústria têxtil. (Jornal do Commercio)

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Expansão portuária fomenta investimento em maquinário

Fabricante nacional de carretas para os setores siderúrgico e de indústria de base, a Paletrans Carretas associou-se à MAFI, produtora alemã de sistemas de transportes, para atacar também o segmento portuário, em franca expansão com as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e projetos futuros que o governo está mapeando no Plano Geral de Outorgas dos Portos.
 
O anúncio do acordo entre a brasileira e a MAFI foi feito no final de setembro, em São Paulo, e integra ainda a estratégia de internacionalização da Paletrans, empresa do grupo Unihold localizada em Cravinhos (interior de São Paulo).
 
Pelo negócio, a Paletrans distribuirá com exclusividade na América Latina os tratores-terminais da MAFI que, por sua vez, difundirá nos mercados onde atua as carretas da empresa brasileira.
 
Segundo o diretor-geral do projeto e membro do Conselho de Administração do Grupo Unihold, Cláudio Camargo Penteado, a parceria consistirá em oferecer ao mercado um novo sistema de transporte: o conjunto formado pela carreta da Paletrans e o trator da MAFI, com assistência técnica no Brasil. A Paletrans conta com 180 pontos de no País.
 
Penteado destacou que, apesar de não haver metodologia de comparação – um estudo será encomendado – a ideia é convencer o mercado da eficiência e melhor custo-benefício do equipamento nas operações portuárias em relação ao caminhão, que é menos ágil, com motor e dimensão que não foram projetados para desenvolver esse tipo de operação.
 
O trator MT25, com capacidade para transportar 80 toneladas, é o modelo empregado mundialmente nos portos modernos quando o contêiner é retirado do navio para ser armazenado no pátio do terminal. O MT25 custa por volta de 70 mil euros na Europa. Com os impostos, deverá ser comercializado no Brasil por R$ 300 mil.
 
“Além de ser mais eficiente, o trator-terminal é mais ágil que o caminhão, por ser projetado para a atividade, podendo se locomover, inclusive, entre as pilhas de contêiner”, explica Penteado. O primeiro modelo para testes deve chegar ao Brasil ainda neste ano.

De a cordo com o gerente comercial da MAFI Espanha, Mateo Salamanca, a escolha por apostar no Brasil é clara, dadas as perspectivas de grandes obras industriais e portuárias. “Para a MAFI, o Brasil é o País estrela para se investir”.
 
Ainda não há uma perspectiva do volume a ser comercializado no primeiro ano da parceria. Em 2008, a MAFI vendeu 347 unidades de variados modelos na América Latina inteira, universo que representou 12% do total. (Revista Conexão Marítima, publicado dia 06.10.09)

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Contrato com Celpe

A PetroquímicaSuape fechou contrato com a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) para fornecimento de energia elétrica. Depois de instaladas, as três plantas (PTA, PET e polímeros e fios de poliéster) irão consumir 88 megawatts (MW), demanda que equivale ao consumo mensal dos municípios de Olinda e Paulista juntos. Significa 27% da carga industrial da Celpe e 6,5% do total da carga atualmente demandada no estado. O início do suprimento está previsto para junho de 2010. “Contratamos uma consultoria especializada que avaliou a melhor combinação de fatores, como tarifa e agilidade na implantação do sistema”, justificou o diretor superintendente da empresa, Richard Ward. O contrato tem a vigência de 57 meses. Depois de dois anos e meio de fornecimento, a PetroquímicaSuape ficará livre para comprar parte da energia de outros fornecedores, na medida de 25% a cada seis meses. O presidente da Celpe, Luiz Antônio Ciarlini, explicou que o contrato envolve outras empresas do grupo Neoenergia – a Termopernambuco, deonde será derivado o fornecimento em 220 kilovolts (kV), e a NC Energia, que atua no mercado livre. “Assinamos contratos de fornecimento todos os dias, mas nenhum desse porte que estamos assinando com a Petroquisa”, declarou Ciarlini. Quando estiver operando em sua capacidade máxima, em 2011, a PetroquímicaSuape será o maior cliente da Celpe. Um incremento mensal de receita de R$ 800 milhões. Até então, o maior cliente da distribuidora era a Cia. Agroindustrial de Igarassu, com demanda de aproximadamente 17 MW. A PetroquímicaSuape negocia agora a compra de outros insumos, como gás natural e energia elétrica. De gás deverão ser contratados com a Copergás 150 mil metros cúbicos/dia. Com a Compesa, a negociação envolve o fornecimento de 1 milhão de metros cúbicos/mês de água bruta. Outros insumos, como paraxileno e monoetilenoglicol (MEG), serão comprados parte no Brasil e parte no exterior. (Diário de Pernambuco/PE) PetroquímicaSuape vai gerar 5.300 vagas Os empregos serão abertos em março de 2010, quando a construção da companhia vai atingir o nível máximo. Hoje, 1.800 pessoas já trabalham no canteiro de obras do empreendimento em Suape Cerca de 5.300 pessoas vão trabalhar nas obras da Companhia Petroquímica de Pernambuco (PetroquímicaSuape) em março do próximo ano, quando ocorrerá o pico das obras de implantação do empreendimento, formado por três plantas industriais, que vão produzir ácido tereftálico purificado (PTA), resina PET e fios de poliéster. Atualmente, cerca de 1.800 trabalhadores estão nos canteiros de obras da empresa, que está se implantando em Suape. Essas pessoas vão trabalhar na montagem dos equipamentos e nas obras físicas. A cada chegada de equipamentos são contratadas mais pessoas para fazer a montagem do maquinário. No final deste mês, vão chegar o compressor, a turbina e o motor que serão implantados na fábrica de PTA. Eles foram produzidos na Alemanha por cerca de US$ 40 milhões. A intenção da empresa é fazer os testes da fábrica de PTA no final de 2010. Isso significa que a construção da superestrutura da fábrica (que são as tubulações) será iniciada até o fim de 2009. A terraplenagem de toda a área deverá ser concluída até dezembro próximo.

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Refinaria Abreu e Lima e pré-sal animam cadeia produtiva de AL

 Com 300 pequenas empresas, setor está na expectativa de novos negócios Enquanto a Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal segue debatendo o marco regulatório do pré-sal e o Tribunal de Contas da União (TCU) investiga as obras da Refinaria de Petróleo Abreu e Lima, em Pernambuco, a cadeia produtiva de petróleo e gás de Alagoas aguarda com grande expectativa as notícias sobre os dois maiores investimentos do setor no País. No Estado, há atualmente cerca de 300 pequenas empresas cadastradas como fornecedoras da Petrobras, que juntas empregam cerca de 6,9 mil trabalhadores, ávidas pela concretização desses projetos para aumentar o seu faturamento. “Sem dúvidas muitas dessas empresas serão beneficiadas pelo avanço do pré-sal, mas principalmente pelo avanço da operação da refinaria de Pernambuco. Atualmente cerca de 15% das empresas alagoanas da cadeia produtiva do petróleo e gás já atuam nos mercados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Pernambuco”, afirma Everaldo Figueiredo, gerente da Área Industrial do Sebrae/AL. Segundo ele, a maioria das empresas do setor alagoano atua nos setores de manutenção, prestação

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PetroquímicaSuape vai gerar até 5,3 mil vagas

SUAPE // Complexo reúne unidade de PTA, uma de PET e outra de polímeros e fios de poliéster Mais de 1,8 mil pessoas já trabalham nas obras da PetroquímicaSuape, complexo petroquímico que a Petroquisa, subsidiária da Petrobras, está implantando em Suape. Estima-se que no pico das obras, em março de 2010, a construção do polo esteja gerando 5,3 mil empregos. O complexo reúne uma unidade de PTA, outra de PET e uma terceira de polímeros e fios de poliéster, num investimento de R$ 4 bilhões. O início da operação está previsto para o fim de 2010, com perspectiva de gerar 1,8 mil empregos. Quem toca a construção do complexo é a Odebrecht. Segundo o diretor superintendente da PetroquímicaSuape, Richard Ward, a planta mais avançada é a de PTA, com as fundações sendo iniciadas. As outras duas estão em fase de terraplenagem. A de PTA, inclusive, já está recebendo os primeiros equipamentos. A primeira leva chegou em maio deste ano, contendo o reator de oxidação (o coração da fábrica), um secador de PTA e o secador de ácido tereftálico cru. Até o início de novembro chega um conjunto de compressores, turbinas e motores fabricados pela alemã Siemens. “No fim de 2010 estaremos fazendo parte da completação mecânica e testes dos equipamentos”, explica Ward. Mas, apesar da unidade de PTA estar largando na frente em termos de construção e montagem, a planta de fios de poliéster deverá iniciar as operações antes, em meados do ano que vem. “Assim que a primeira máquina estiver montada vamos ajustá-la e passar a produzir os primeiros fios”, completa o diretor superintendente. Já a fábrica de PET só inicia a produção em fevereiro de 2011. O complexo petroquímico de Suape é uma das prioridades do plano estratégico da Petrobras para o período 2009-2013, tendo sido incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Originalmente, eram apenas uma planta de PTA e outra de fios de poliéster, que tinham como sócios a Petroquisa e a Vicunha Têxtil. Em outubro de 2008, a Vicunha decidiu se retirar do negócio. Desde então, a Petroquisa resolveu fazer também uma fábrica de PET,reuniu os projetos e está em busca de um outro parceiro privado. As negociações, de acordo com Richard Ward, continuam em andamento A Reliance, da Índia, é um dos grupos cortejados. Até agora, ficou acertada apenas uma cooperação técnica com os indianos para construção e montagem do complexo. Segundo a Petrobras, a estruturação de uma cadeia nacional de poliéster vai ajudar o país a economizar US$ 1 bilhão por ano, hoje gastos com a importação de matéria-prima para os segmentos têxteis, de fibras industriais e de embalagens PET. A integração das três plantas em Suape proporcionará redução nos custos de operação e transporte, diminuição nos gastos de embalagens e otimização de estoques. Para se ter uma ideia de como será essa integração, a unidade de PTA irá produzir 700 mil toneladas por ano do produto, principal matéria prima da unidade de polímeros e filamentos de poliéster e também da fábrica de PET. A de polímeros e fios (FDY, DTY e POY) terá capacidade para produzir 240 mil toneladas/ano. Já a de PET iráproduzir 450 mil toneladas/ano de resina destinada à fabricação de embalagens plásticas. (Diário de Pernambuco/PE)

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