Arquivo de outubro, 2009

Novos terminais estão parados

Instalações para movimentar fertilizantes e veículos custaram R$ 15 milhões, mas ainda não receberam cargas

Na semana passada, completaram-se sete meses da inauguração do Terminal Público de Fertili­zan­tes e do novo Terminal de Veículos no Porto de Paranaguá. Até hoje, po­­rém, não passou por eles ne­­nhuma carga de fertilizante ou lote de veículos. O investimento de R$ 15 milhões, assim, demora mais do que o previsto para me­­lhorar a infraestrutura portuária e se soma a outro gasto com retorno abaixo do potencial, de R$ 13 mi­­lhões, feito no Terminal Público de Álcool, que funcionou por apenas alguns meses.

A previsão mais otimista é que serão necessários mais dois meses para que os terminais de fertilizantes e veículos entrem em funcionamento. Ainda faltam itens essenciais para a operação dos locais, como a obtenção de licenças e a instalação de sistemas para controlar a entrada de pessoas, veículos e mercadorias. A Admi­nistração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) informa que as duas obras foram feitas para dar mais agilidade de operação ao porto, que é hoje a principal porta de entrada de fertilizantes no Brasil e o segundo maior em movimentação de carros.

Appa quer construir segundo silo

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) está licitando a construção de um novo silo público graneleiro para armazenar grãos e ampliar a capacidade do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. A estimativa é de um investimento de quase R$ 45 milhões.

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TPA continua sem operar

O Terminal Público de Álcool (TPA), inaugurado em outubro de 2007, ainda não voltou a funcionar. Ele precisa passar por uma segunda reforma para receber a licença ambiental expedida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que em julho determinou a construção de uma mureta de contenção para evitar a dispersão do álcool em caso de vazamentos.

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Governador fez homenagem a irmão na inauguração

Os terminais públicos de fertilizantes e veículos foram inaugurados pelo governador Ro­­berto Requião (PMDB) no dia 6 de março, junto com o irmão, secretário de representação do Paraná em Brasília e ex-superintendente do Porto de Para­na­­guá, Eduardo Requião, e o atual superintendente, Daniel Lúcio Oliveira de Souza. Na ocasião, Eduardo foi homenageado pelo período de cinco anos à frente da administração portuária.

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Segundo a Appa, as unidades ainda não começaram a operar porque houve atraso no processo de alfandegamento. O superintendente da Appa, Daniel Lúcio Oli­­veira de Souza, explica que a Re­­ceita Federal mudou o procedimento de liberação dos locais co­­mo áreas alfandegadas logo após a inauguração. Por isso, estão sendo feitas modificações para atender os pedidos da Receita. ?Estamos fazendo as adequações para que possamos ter a licença de alfandegamento da Receita?, conta Souza.

Ele argumenta que a Receita exige agora o controle eletrônico de todo o espaço. O porto precisa instalar câmeras de monitoramento de alta resolução, balanças eletrônicas, sistema de armazenamento de imagens e interligar os programas de computador aos sistemas da Receita Federal para que haja controle das exportações e importações. ?É uma adequação de sistemas eletrônicos e informacional que nós não tínhamos. Os técnicos da Appa, com o pessoal da Celepar, estão desenvolvendo isso?, explica o superintendente, que acredita conseguir regularização os dois terminais em até dois meses.

Receita

A Receita Federal nega que o processo de alfandegamento tenha sido o motivo da demora. O inspetor-chefe da alfândega dentro do porto, Arthur Cézar Rocha Kazel­la, confirma que houve uma mu­­dança de procedimentos no fim de março, mas a nova portaria di­­minuiu obrigações e não aumentou, como alega a Appa. ?O efeito é o contrário. As exigências são muito menores?. Para o inspetor, ?existe apenas um esqueleto (do terminal de fertilizantes). Falta o mínimo para ser uma área alfandegária?.

O superintendente do porto diz que a demora não gerou prejuízos aos operadores e à economia. Para ele, com a crise financeira no primeiro semestre, houve uma redução da demanda por fertilizantes e caiu também a venda de carros para outros países. ?O segmento veículos no Brasil caiu 60%. No Porto de Paranaguá, houve redução de 44%?, acrescenta.

Licença Ambiental

O presidente do Instituto Ambien­tal do Paraná (IAP), Victor Hugo Burko, revela que não há licença ambiental para a operação do terminal de fertilizantes. ?Até agora nem o pedido foi protocolado?, diz. Ele informa ainda que a Appa negocia com o Ibama, em Brasília, um termo de ajustamento de conduta (TAC) para definir as competências do próprio Ibama e do IAP na fiscalização ambiental do porto paranaense. Até ser elaborado o documento, o IAP permanece inativo na região portuária. ?Estamos esperando a definição?, acrescenta Burko.

Velocidade

O Terminal de Fertilizantes tem capacidade para estocar 32 mil toneladas e possui várias esteiras transportadoras, formando uma rede de conexões entre o cais (local onde os navios atracam) e as em­­presas que importam o produto. Essas esteiras têm capacidade de movimentar mil toneladas por hora e, quando o terminal estiver operando, poderão aumentar a velocidade de descarregamento do navio porque não será mais necessário passar a carga para caminhões. O fertilizante será levado dos porões do navio para o depósito no silo pulmão. Os caminhões, responsáveis por levar o produto ao interior do estado, serão carregados numa área mais afastada do píer, aumentando a segurança e a agilidade. ?Haverá no mínimo 20% de aumento na produtividade na beira do cais?, disse o superintendente.

O novo Terminal de Veículos é um pátio cercado para servir de estacionamento, em frente à sede da autarquia, com 2 mil vagas. Quando ele estiver liberado, a ca­­pacidade total será de 11 mil va­­gas, sendo que cerca de 9 mil estão concedidas à Volkswagen. A nova área deve atender outras empresas que pretendem operar por Paranaguá, como a Renault, que tem fábrica em São José dos Pi­­nhais. Será possível aumentar também a velocidade de carregamento dos navios com carros, se eles já estiverem prontos para o embarque no novo terminal. ?A cada cinco navios, ganharemos um navio a mais na atracação em razão apenas da produtividade?, argumenta Souza.(Fonte: Gazeta do Povo/PR/Heliberton Cesca)

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Petrobras e PDVSA assinam contrato

Será nesta sexta-feira, na Venezuela, para construção da refinaria em Suape
SOLENIDADE contará com a presença dos presidentes Lula e Hugo Chávez

A Petrobras e a estatal de petróleo venezuelana PDVSA irão assinar na próxima sexta-feira o acordo de conclusão de negociações entre Petrobras e PDVSA para constituição de uma empresa mista no Brasil para a construção e operação da Refinaria Abreu e Lima. Com investimento de US$ 13,3 milhões, a empresa será chamada Refinaria Abreu e Lima Sociedade Anônima (RALSA). A participação acionária na nova empresa será de 60% de propriedade da Petrobras e 40% da estatal petrolífera venezuelana PDVSA.

“Este é um projeto âncora tanto para Venezuela quanto para o Brasil. Após a assinatura do contrato, a PDVSA deve entrar com o 1º aporte financeiro, cujo valor é de R$ 480 milhões”, afirmou o diretor executivo da PDVSA do Brasil, Sergio Tovar. A solenidade de assinatura, que será realizada na Venezuela, irá reunir os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez.

A sócia PDVSA será responsável pelas unidades de recuperação de enxofre e, caso ela não entrasse no projeto, a Petrobras precisaria investir mais R$ 400 milhões. Com a parceria, a projeção é de que a refinaria comece a operar no primeiro trimestre de 2011.

O acordo que será selado entre as estatais se define após incansáveis idas e vindas nas negociações. Petrobras e PDVSA discutiam desde 2005 a construção da unidade para refinar aproximadamente 230 mil barris/dia de petróleo a partir de 2011. Dois entraves foram apontados como responsáveis pela demora na assinatura do contrato. Primeiro, a PDVSA queria ter comando sobre o preço do petróleo, que seria vendido para processamento da refinaria.

O segundo empecilho foi a comercialização dos produtos resultantes do processamento de petróleo. Neste caso, a empresa venezuelana tinha planos de pegar a sua participação de 40% e vender no mercado do Brasil, o que fatalmente ?derrubaria? distribuidoras pequenas da Região Nordeste.

Com a assinatura do contrato, a previsão é de que a Refinaria produza 230 mil barris de petróleo por dia, sendo que 70% do volume será direcionado ao diesel, cuja produção do combustível será de 25.837 metros cúbicos por dia. A grande produção do diesel é devido a expectativa de que o combustível represente 41% do mercado de combustíveis já no próximo ano.

(Fonte: Folha de Pernambuco/ROCHELLI DANTAS)

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Pernambuco na briga por indústria

Pernambuco está na dianteira na disputa contra Paraná e Espírito Santo para abrigar uma unidade da empresa holandesa Huisman – especializada em equipamentos pesados para a indústria naval e de petróleo, com investimento estimado em US$ 120 milhões. Se por um lado os concorrentes do Sul e Sudeste têm como vantagens a proximidade com os campos do pré-sal e expertise na qualificação de mão de obra para atuar na indústria pesada, por outro, Pernambuco oferece as melhores condições de infraestrutura, um leque maior de incentivos fiscais e rapidez na liberação de licenças ambientais (Suape já tem licenciamento).

O diretor da Huisman, David Roodenburg, afirma que a empresa vai bater o martelo sobre a localização do empreendimento até o final deste ano. ?Temos pressa, porque precisamos começar a produção já em 2010, inicialmente em uma planta industrial arrendada e depois na nossa própria?, explica.

A Huisman venceu a licitação da Petrobras para a fabricação de um dos dois pacotes de 14 guindastes para plataformas que a estatal está encomendando. O executivo não revela a data, mas diz que o contrato está prestes a ser assinado. Depois de formalizado o contrato, a empresa tem prazo de um ano e meio para entregar a encomenda. Além dos guindastes, a empresa também poderá produzir guinchos para ancoragem de embarcações e torres de perfuração de poços de petróleo. Roodenburg destaca que a implantação do empreendimento depende de uma área de 24 hectares com acesso ao mar e que não necessite de altos investimentos em dragagem e estaqueamento.

Outra empresa interessa em investir em uma nova planta no Brasil para aproveitar as oportunidades do pré-sal é a indiana Larsen & Toubro, que também estava no PE Business.(Fonte: Jornal do Commercio/PE)

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Pernambuco mostra potencial de negócios para o setor de petróleo e gás

Novos investimentos, tecnologia, parcerias e muitos negócios pautaram o primeiro dia do Pernambuco Business 2009, evento que reuniu empresários e autoridades da cadeia produtiva de petróleo, gás, offshore e naval em Recife. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes aos debates sobre o potencial de negócios do Estado e os atrativos econômicos do complexo industrial de Suape.A abertura do evento foi realizada pelo ministro de Angola, José Maria Botelho de Vasconcelos, que se mostrou impressionado com o desenvolvimento dessa nova cadeia produtiva em ascensão no Estado:

“Pernambuco está em franco desenvolvimento, e tem várias oportunidades no segmento de máquinas e serviços. Estaremos juntos na formação de parcerias nessas novas oportunidades”, explica o ministro.

Encerrada sua participação, o ministro Botelho de Vasconcelos e a delegação angolana sobrevoaram a área de Suape, acompanhados do secretário de desenvolvimento de Pernambuco e presidente do Porto de Suape, Fernando Bezerra Coelho.

Três paineis ao longo do dia abordaram os incentivos governamentais para instalação de polos industriais, o desenvolvimento tecnológico e a capacitação de mão de obra para o setor.

O diretor da PDVSA no Brasil, Sergio Tovar, apresentou a conjuntura venezuelana na produção e comercialização de petróleo. “Hoje exportamos 83% de nossa produção”. Ricardo Peixoto, diretor da Petrogal, empresa parceira em inúmeros projetos de E&P no Brasil, detalhou os investimentos de R$660 milhões no País.

Nesta quarta-feira, os temas em debate vão abordar a logística como fator de competividade, mecanismos de financiamento e a projeção da marca Suape no Brasil e no mundo. Entre os palestrantes, destaque para a palestra do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a diretora do Ex-Im Bank dos EUA, Diane Farrell, e o diretor geral do Porto de Rotterdam, Marc Evertse.

O Pernambuco Business é uma realização do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), do Governo do Estado de Pernambuco, da empresa Suape, da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), e da Organização Nacional da Indústria de Petróleo (Onip).

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Eduardo vai anunciar o 3º estaleiro em Suape

Apesar de o secretário não querer antecipar o nome do investidor, já circula no mercado pernambucano que a terceira planta naval será encabeçada pelo grupo holandês Huisman
 
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, revela que no próximo dia 5 o governador Eduardo Campos vai anunciar, durante solenidade no Complexo de Suape, a implantação de um terceiro estaleiro no Estado, com investimento estimado em R$ 300 milhões e geração de 2.500 empregos. A informação foi repassada, ontem, durante visita que fez ao Sistema Jornal do Commercio de Comunicação.
 
Apesar de o secretário não querer antecipar o nome do investidor, já circula no mercado pernambucano que a terceira planta naval será encabeçada pelo grupo holandês Huisman, que já andou prospectando outros Estados, como Rio de Janeiro e Espírito Santo. Hoje, o diretor da Huisman, David Roodenburg, participa do evento PE Business, que se estende até amanhã no JCPM Trade Center. O executivo vai integrar o painel que trata dos incentivos governamentais para instalação de polos industriais.
 
“Diferente dos outros, o novo estaleiro já chega com uma encomenda, porque vai assinar contrato com a Petrobras já na próxima sexta-feira”, revela Bezerra Coelho.
 
Fundada em 1929 como uma empresa de construção em aço, a Huisman também se especializou em engenharia para desenvolvimento de produtos e tem expertise na fabricação de equipamentos para a construção pesada e offshore. Com escritório no Rio de Janeiro, a Huisman quer investir em uma base no Brasil para a fabricação de guindastes de plataforma e torres para sondas de perfuração de poços de petróleo. Nas visitas que fizeram aos Estados candidatos, os diretores disseram que a definição sobre o local da nova planta seria divulgada até o final deste ano.
 
Informações do mercado dão conta de que o Rio de Janeiro já teria sido descartado da disputa, deixando apenas Pernambuco e Espírito Santo no páreo. Se for batido o martelo por Suape, a expectativa é que a unidade ocupe uma área de 200 mil m² e esteja pronta para operar num prazo de dois anos.
 
Encomendas
Enquanto a planta da Huisman já tem uma encomenda, o estaleiro comandado pelo consórcio Galvão Engenharia-Alusa, com parceria tecnológica da coreana Sungdong e da holandesa SBM e da Komac, só deve bater o martelo sobre sua localização depois do resultado da licitação da Petrobras para a contratação de 28 unidades de perfuração para a exploração do pré-sal.
 
Em setembro deste ano, executivos do consórcio apresentaram o projeto ao governador Eduardo Campos e reafirmaram o interesse de investir US$ 495 milhões na implantação do empreendimento, que poderá gerar 2.500 quando estiver operando. A expectativa dos investidores é iniciar a construção em maio de 2010, mas o resultado da licitação deve sair no primeiro trimestre do próximo ano.
 
Bezerra Coelho adianta que também no dia 5 serão anunciados outros investimentos, como a ampliação da fábrica do grupo argentino Impsa e a instalação de uma empresa chinesa do setor de logística (que ele não antecipou o nome). Os anúncios vão acontecer no dia da inauguração da Sala do Investidor, em Suape, espaço reservado para receber empresários. (Jornal do Commercio/PE; Porto Gente/SP; Portal Portos e Navios)

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