Arquivo de setembro, 2009

ZPMC pretende focar mercado offshore

A ZPMC (Shanghai Zhenhua Port Machinery), maior fabricante chinesa de porta-contêineres, está planejando ampliar sua musculatura no mercado offshore, pretendendo adiar o aumento da concorrência no seu tradicional negócio de equipamentos para portos.
 
Segundo o presidente da companhia, Guan Tongxian, a engenharia offshore foi o motor de crescimento da companhia por longo prazo, e poderá elevar em 50% a receita em 2010.
 
“A contribuição dos porta-contêineres na receita continua estável em US$ 1,5 bilhões por ano, mas o mercado tem pouco espaço para crescimento”, avalia.
 
Guan afirmou que o total de investimentos globais em porta-contêineres estava ao redor de US$ 30 e US$ 40 bilhões por ano, enquanto o mercado global de offshore injeta entre US$ 300 a US$ 400 bilhões por ano. O executivo ressaltou que as margens de lucro dos produtos offshore foram muito superiores às dos equipamentos portuários.
 
A ZPMC começou a se aventurar no setor offshore em 2006 com investimentos de 15 bilhões de yuans previstos ao longo cinco anos consecutivos. Neste ano, até agora, a companhia investiu 12 bilhões de yuans no setor e os negócios têm registrado bom desempenho, apesar da desaceleração.
 
A expectativa do executivo é que, este ano, a receita atinja 30 bilhões de yuans, sendo 30% dos recursos provenientes dos negócios offshore. Esta proporção aumentaria mais ou menos 40% ou 50% no próximo ano.
 
“A crise econômica global reduziu as margens de lucro da companhia de 10% para 7%. A ZPMC deve, portanto, diferenciar seu mix de produtos e expandir para novos mercados, a fim de driblar os efeitos da recessão”, conclui. (Revista Conexão Marítima, publicado dia 16.09.09)

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Após 20 anos, dragagem é feita no Porto do Recife

Depois de um mês de trabalho, foi concluída a dragagem da parte externa do Porto do Recife. Essa foi a segunda e última etapa das obras que começaram em agosto. É a primeira dragagem completa feita no Porto do Recife nos últimos 20 anos.
 
O serviço custou quase R$ 31 milhões e foi feito com recursos do Governo Federal previstos dentro do Plano Nacional de Dragagem, da Secretaria Especial de Portos. Entre março e junho deste ano, a área interna do Porto também passou por limpeza e aumento da profundidade.
 
Concluídas as duas etapas, a profundidade média atual do Porto do Recife passou a ser de 11,5 metros. Antes da dragagem, era de oito metros. Durante os quatro meses de trabalho, foram retirados do fundo do mar 2,6 milhões de metros cúbicos de areia, argila e material de assoreamento.
 
“Com essa dragagem, o Porto do Recife terá mais visibilidade. Conseguiremos atender à demanda do setor açucareiro do Estado. O açúcar representa 50% do movimento do porto”, fala o diretor presidente do Porto do Recife, Alexandre Catão.
 
Ele diz que, em função da falta de dragagem, houve queda de 20% na movimentação de açúcar no Porto entre os meses de setembro de 2008 e abril deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior.
 
“Por causa disso, perdemos parte da carga para os portos de Maceió e Suape”, lembra Alexandre Catão. Para este ano, a previsão é de que o movimento de açúcar no Porto do Recife seja de 1 milhão de toneladas.
 
TURISMO – Com a conclusão da obra, a expectativa é de que também aumente o fluxo de navios de turismo, os chamados cruzeiros. São esperados para o período entre outubro deste ano e abril de 2010 a chegada de 71 embaracações, o que vai representar um crescimento de 20% em relação à temporada anterior.
 
E, para atrair ainda mais cruzeiros, o diretor presidente do Porto do Recife informa que devem ser investidos R$ 46 milhões na construção de um terminal marítimo no armazém 7 e na recuperação da área que fica próxima a esse espaço. A previsão é de que as obras começem ainda este ano e sejam concluídas em 2010. (Portal Portos e Navios)

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22 navios no EAS

O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, diz que a empresa encomendou 49 navios no Promef, dos quais 22 a cargo do Estaleiro Atlântico Sul, com um investimento da ordem de R$ 1,5 bilhão, que gera 9 mil empregos. O EAS viabilizou-se graças às encomendas da Transpetro. (Jornal do Commercio/PE/Coluna de Roberta Jungmann)

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Teste das estacas atinge 49 metros em Itajaí

Previsão da Secretaria Especial de Portos é que a cravação das vigas definitivas comece ainda em setembro

Itajaí – Uma estaca metálica fincada no solo a 49 metros de profundidade dissipou ontem a dúvida que manteve paralisada por dois meses a reconstrução do Porto de Itajaí. A previsão inicial, de vigas com 32 metros de comprimento, discutida pelo governo federal e o Tribunal de Contas da União (TCU) ficou para trás, junto com a luz dia. O Consórcio TSCC parou o teste de carga da primeira estaca no final da tarde de ontem. Os testes serão retomados hoje. Engenheiros que atuam no trabalho acreditam que a viga possa alcançar até 53 metros, antes de atingir a camada de pedregulho, o que dará sustentação ao novo cais.

Os testes de carga com estacas devem prosseguir nos próximos 10 dias, simultâneos à retomada da remoção de entulhos do fundo do rio e à preparação do solo do cais. De acordo com a previsão da Secretaria Especial de Portos (SEP), a cravação das vigas definitivas começa ainda em setembro.

No canteiro de obras, o engenheiro Paulo Fornari, do consórcio TSCC, resumiu a importância do teste iniciado ontem. A primeira viga colocada no terreno não foi cravada em posição prevista no projeto, que prevê parte das estruturas inclinadas e parte em posição vertical. Mesmo assim, o teste serviu para registrar a carga que a estrutura poderá suportar.

? Este teste vai gerar dados para o projeto e coloca um ponto final nas dúvidas sobre a necessidade das estacas de 50 metros ? disse Fornari.

Reunião ontem confirma ordem de serviço para outubro

A reunião com a presença de técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) e da SEP, na superintendência do porto, ontem, confirmou a encomenda da remessa de estacas, por R$ 33,5 milhões, e a assinatura em outubro da ordem de serviço de um novo contrato com o consórcio TSCC, formado pelas empresas Triunfo, Serveng Civil San e Constremac.

O documento, em fase de elaboração, vai contemplar o aditivo de valor autorizado pelo TCU, na semana passada, e as alterações técnicas no projeto executivo da reconstrução dos dois berços para navios, destruídos com a enchente de novembro. Cada berço de atracação vai custar cerca de R$ 120 milhões.

A discussão sobre as obras do pátio ao redor do cais, usado para o armazenamento de contêineres, ficou em segundo plano, ontem. Segundo a superintendência do porto, o projeto será redimensionado pela SEP e passará por uma licitação comum.(Fonte: Jornal de Santa Catarina/SICILIA VECHI)

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Enormes desafios para a Petrobras do pré-sal

Se em outras áreas, Lula mudou de opinião ao assumir o governo, no caso do petróleo mantém sua coerência desde janeiro de 2002. Nem pensou em trocar o nome da estatal – ao contrário do antecessor – muito menos privatizá-la. Afastou liminarmente a possibilidade de compra de navios e plataformas no exterior – duas plataformas serão importadas, como exceção, por questão de urgência – e agora consolidou sua posição, ao impor um modelo de menor abertura. O modelo até agora vigente tinha a desvantagem de obrigar o Brasil a dividir lucros com estrangeiros – com a portuguesa Galp e a inglesa British no caso do campo de Tupi – mas isso, por outro lado, permitia redução de investimentos diretos. Em diversos casos, foram furados poços secos, com perdas, totais ou parciais, para estrangeiros.
 
Recentemente, esta coluna publicou estudo de Booz & Co., revelando que o pré-sal exigirá US$ 650 bilhões. E todos sabem que, no Brasil, jamais um investimento saiu por menos ou pelo valor previsto, sempre mais. O governo anuncia capitalização de US$ 50 bilhões para a estatal, o que será apenas um valor simbólico em relação aos grandes desafios. Capacidade técnica a estatal brasileira tem de sobra, mas certamente lhe faltarão pessoal e capital para gerenciar diretamente uma área tão expressiva. Os campos do pré-sal, além de profundos, estão a mais de 200km da costa e, por isso, pensa-se até em criar ilhas artificiais para redistribuir a produção no meio do mar. São desafios tecnológicos de grande porte.
 
Com certeza um erro foi a criação da Petro-Sal. Como a área de energia está entregue ao PMDB, o limite máximo de pessoal, fixado em 130 profissionais, em pouco tempo chegará a 260 ou 390 pessoas, tal a avidez de políticos de Brasília e do Maranhão. A Petrobras terá de contar com apoio externo, seja direta ou indiretamente. A empresa é enorme, mas a dimensão do pré-sal, somada a suas atividades rotineiras, representa uma tarefa quase impossível de ser executada de forma isolada. Além do mais, o modelo será submetido ao Congresso que, em fim de governo, muitas vezes se torna menos dependente do Executivo e, portanto, poderá impor novidades inesperadas ao modelo dos sonhos de Lula e Dilma.
 
Extra-oficial
De Recife (PE), informa-se que o Estaleiro Atlântico Sul, ao que parece, perdeu a primeira licitação. Afinal, desde que foi criado, ganhou todas as concorrências de que participou e, por isso, embora ainda sem estar com as instalações industriais prontas, conta com 15 obras, em valor superior a US$ 3 bilhões. A perda foi para produção de oito cascos de navios-plataforma licitados pela Petrobras.
 
Dados não oficiais indicam que a vitória coube à associação da brasileira Engevix com a sueca GVA, que pediu US$ 3,7 bilhões pela obra, contra US$ 4,2 bilhões do Atlântico Sul – que é uma parceria de Camargo Corrêa, Queiróz Galvão, PJMR e a coreana Samsung.
 
Nova estatal
Um fato que vai gerar muita polêmica, no pacote do pré-sal, é a criação da Petro-Sal. Afinal, em um país com quase 40 ministros – cada um com seus assessores, gabinetes, viagens etc. – preocupa a expansão da máquina pública. Um ex-diretor da Petrobras, Ildo Sauer, afirmou que as funções da nova estatal poderiam ser encampadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
 
Nunca é demais lembrar que, quando foi criada a ANP, o Ministério de Minas e Energia perdeu tarefas, mas nem por isso abriu mão de escritórios e pessoal: mais gente fazendo menos. Sauer destacou que ninguém sabe, com exatidão, qual o tamanho da nova área petrolífera: “É necessário saber o volume de recursos, a configuração geofísica e o possível plano de produção; se forem 100 bilhões de barris ou 300 bilhões de barris, ou 50 bilhões de barris, certamente a estratégia será diferente”, declarou. (Monitor Mercantil Digital/Coluna S. Barreto Motta, publicado dia 01.09.09)

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