Polo Naval gera oportunidades para profissionais formados em Rio Grande

As obras de construção de empreendimentos do Polo Naval em Rio Grande, além de gerar empregos para trabalhadores da construção civil e da área metal mecânica, de níveis básico e médio, também abriu oportunidades para profissionais das Engenharias, em formação ou formados pela Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Mais do que isso, possibilitou a permanência de pessoas formadas no ensino superior na cidade e o retorno de algumas ao Município.
 
A construção da plataforma P-53, concluída no segundo semestre de 2008, e da P-55, em andamento, por exemplo, abriu espaço para vários deles. Alguns antes foram treinados pela Quip S.A em sua filial no Rio de Janeiro e outros começaram direto nas obras em Rio Grande. A reportagem do Agora ouviu alguns dos que hoje estão atuando na P-55 e constatou a importância, para eles, destas novas oportunidades. Eles contam que começaram seus cursos sem expectativa de conseguir vaga no Município. Alguns até já planejavam ir para outros lugares em busca de colocação. E todos destacam a satisfação com a oportunidade, que não é só de trabalho, mas também de crescimento.
 
A rio-grandina Aline Barros, 26 anos, formou-se em 2008 em Engenharia Mecânica Empresarial na Furg. Atua no setor de Planejamento da P-55, trabalhando com elétrica e instrumentação, mas começou na P-53. Ela relata que, ao iniciar o curso, não esperava ficar em Rio Grande, porque não havia serviço em sua área aqui. “Era difícil ter uma oportunidade”, aponta. Em 2006, no início da P-53, foi convidada para fazer estágio na Quip, onde trabalhou até o final da plataforma 53, já na área de elétrica e instrumentação, por ter mais familiaridade com este campo devido a ter feito curso técnico no CTI.
 
Após a conclusão P-53, já formada, Aline foi recontratada para integrar a equipe da P-55. “Hoje visualizo a oportunidade de continuar trabalhando em Rio Grande, tenho mais esperança neste sentido, pelo menos por oito ou 10 anos, o que há três anos não tinha”, observa. Além disso, salienta que a construção de plataforma é uma área em que a cada dia aprende mais. “Sempre tem algo novo. Envolve muita tecnologia, além de ser um projeto muito grande, que tem diversas áreas para se estudar, conhecer. Tudo evolui muito rápido. Da P-53 para a P-55 já vejo diferenças ou coisas que não cheguei a conhecer na primeira e estou vendo agora. É um trabalho que motiva”, conta Aline.
 
Formado em Engenharia Civil pela Furg em 2009, Ismael Miranda, 25 anos, é de Erechim, mas gosta do Rio Grande e queria permanecer na cidade. Durante a faculdade, procurou se qualificar ao máximo. Antes de se formar, fez estágio de dois anos na Wtorre (responsável pela construção do dique seco). Terminado este estágio, ficou procurando uma chance em alguma obra no porto. No final de 2008, estava terminando o projeto de graduação e surgiu uma vaga na Quip. “Fui selecionado e a Quip me deu a oportunidade de conseguir terminar o projeto de graduação trabalhando. Queria aprender mais e o aprendizado que já adquiri superou minha expectativa”, afirma. Ele ingressou na Quip em abril do ano passado.
 
Conforme Ismael, a formação de engenheiro civil é mais voltada para obras de concreto, sendo que da parte de metálica é visto pouco e, na P-55, ele aprendeu muito desta área e continua aprendendo. “Cada dia é um aprendizado novo”, revela. Na obra da plataforma, ele atua na área de Construção e Montagem, mais especificamente no serviço referente à montagem de estruturas metálicas. Ele diz que foi contratado para trabalhar na integração do convés e módulos da P-55, porém, a obra ainda não chegou a este estágio. Na função em que está, “ajuda a não parar a obra”.
 
O rio-grandino Lessander Schmitt, 26 anos, se formou em Engenharia Mecânica Empresarial pela Furg em 2008. Estudou com a intenção de exercer sua profissão em Rio Grande pelo menos nos primeiros anos de formado, desejo que até 2007 considerava difícil de ver concretizado. “Não tinha esperança nem de realizar estágio aqui porque não havia oportunidades no mercado. Na época, só existia uma promessa de que estaleiros se instalariam aqui e o dique seco poderia ser construído. Eu já tinha entrado em contato com colegas em Santa Catarina para acertar uma vaga de estágio.
 
Com a instalação da Quip no Porto Novo, consegui a vaga aqui”, lembra Lessander. Ele participou de uma seleção para estágio na obra da P-53 e ingressou em 2007. No final de 2008, formou-se e aguardou a P-55, projeto para o qual foi chamado em julho de 2009. Atualmente, Lessander trabalha na área de planejamento e controle. Explica que o planejamento vê à frente a obra, ou seja, “dita o rumo da obra”.
 
A ausência de expectativa de mercado para os formandos do curso de Engenharia Mecânica, tanto tradicional quanto Empresarial, em Rio Grande, também fazia com que o rio-grandino Angelo Cesário, 26 anos, acreditasse que teria que deixar o Município quando se formasse. “A coincidência entre o período de conclusão da graduação e a consolidação do Polo Naval fez com que essa tendência fosse revertida”, observa. Angelo Cesário entrou para a Quip em março de 2007, como estagiário. Se formou no mesmo ano e foi efetivado.
 
Depois de concluída a etapa de montagem da primeira plataforma construída em solo rio-grandino, Cesário permaneceu na empresa e esteve embarcado na P-53 para atuar no início da operação da plataforma, onde adquiriu ainda mais experiência. A bordo da P-53, atuou no setor de planejamento e controle de todas as atividades que ainda eram de responsabilidade da Quip. No projeto da P-55, também trabalha no Planejamento e Controle, mas na subárea de Estruturas Metálicas e Equipamentos, da qual hoje é líder.
 
“É uma grande oportunidade de crescimento técnico e profissional que a empresa está me dando”, frisa Angelo Cesário. Eles destacam a importância da disposição da empresa em apostar neles, considerando que existem profissionais prontos no mercado. O diretor de suporte corporativo à gestão da Quip, Marcos Reis, diz que contratar e treinar esse pessoal é garantir a continuidade da empresa no futuro. “É fundamental ter essa mão-de-obra neste nível, treinada e domiciliada em Rio Grande. A empresa que vier para o Polo Naval e não fizer isso, não vai ficar no mercado. É preciso mão-de-obra qualificada”, destaca Reis. (Portal Portos e Navios, Revista Conexão Marítima e Portal Naval, publicado dia 08.03.10)

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Nordeste pode receber R$ 14 bilhões em um ano

Os estados do Ceará, Maranhão, Paraíba, Paraná e Mato Grosso do Sul já receberam o deputado Marcelo Castro (PI). A ideia é visitar o restante do Nordeste até o dia da votação da Emenda 387 do pré-sal. Hoje, são produzidos dois milhões de barris de petróleo por dia. Com os 28% licitados do pré-sal, essa produção irá dobrar. Em um ano, a Região Nordeste poderá receber R$ 14 bilhões oriundos desse montante, mais de quatro vezes o valor do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Segundo as regras da emenda, o Recife passará de uma receita de royalties de R$ 13 milhões para R$ 95 milhões.
Ainda em solo pernambucano, as cidades com mais de 150 mil habitantes – a exemplo de Caruaru, Garanhuns, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Cabo de Santo Agostinho, Petrolina – terão aproximadamente R$ 4 milhões a mais nos seus orçamentos. Também de acordo com as regras propostas, a cidade com menos habitantes no País tende a ampliar o seu cofre público em R$ 1,5 milhão. Haveria poucos perdedores com essa emenda. Seria em torno de 100 cidades situadas no Rio de Janeiro e Espírito Santo. Pernambuco não apresentaria perdas. Só teria ganhos. Em seis a oito anos, os recursos do pré-sal devem chegar a R$ 60 bilhões. Em dez a 15 anos o montante passará a ser de R$ 100 bilhões.
(Fonte: Folha de Pernambuco)

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II Encontro de Ferrovias

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Empresa quer dar volta ao mundo com barco movido apenas por energia solar

Catamarã apresentado nesta quinta-feira tem 500 metros quadrados de placas solares
A empresa alemã Knierim Yachtbau apresentou nesta quinta-feira o catamarã PlanetSolar, que seria a maior embarcação movida com energia solar do mundo, segundo os fabricantes. No evento de apresentação, realizado em Kiel, na Alemanha, a empresa também anunciou que pretende realizar uma viagem ao redor do globo com a embarcação durante 2011.
O projeto, com design futurístico, é uma criação do velejador suíço Raphael Domjan. Com 31 metros de cumprimento (ou 192 pés), 15 de largura e 7,5 de altura, a cobertura das placas solares do catamarã cobre uma área de 500 metros quadrados. O lançamento da embarcação na água deve ocorrer nas próximas semanas.(Fonte: Zero Hora(RS)

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Joaquim aponta caminhos que reelegerão Eduardo

Ex-governador diz que socialista sabe ser gestor e político
 
Seis meses depois de deixar o bloco oposicionista para ingressar nas fileiras do PSB, o ex-governador e pré-candidato a deputado federal Joaquim Francisco (ex-DEM) relatou, ontem, em visita à Folha, uma série de motivos que fariam do governador Eduardo Campos (PSB) o favorito na corrida pela reeleição. Joaquim elencou os pontos altos da atual administração, dando o recado do repertório que deve nortear a campanha eleitoral governista. “Digo com muita convicção que Eduardo construiu solidamente os caminhos políticos e administrativos que o levarão à reeleição seja com quem for. Ele obtém o aval e engajamento do presidente da República”, ressaltou o neossocialista.

Embora conte com forte respaldo do presidente Lula – que chegou a comparar Eduardo Campos a um filho, o governador de Pernambuco teria o mérito, segundo Joaquim, de não “repousar” sobre esse apoio privilegiado. “Eduardo articulou condições para Lula materializar esse amor que tem por Pernambuco. E lembrou que Lula já veio 17 vezes ao Estado, muito mais que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Na visão de Joaquim, Eduardo lograria o êxito de ter atingido o equilíbrio ideal entre articulação política e gerenciamento administrativo, mantendo os dois aspectos com mesmo peso na balança. A articulação dessas “engrenagens distintas, narra o ex-democrata, “passam a sensação de que o Estado está em boas mãos”. O outro passo acertado do gestor socialista, seria ter posto em ação projetos que antes não passavam de “lançamento de pedra fundamental”, como a Ferrovia Transnordestina.

Na sequência de obras que chegam na gestão de Eduardo Campos, Joaquim pontuou ainda a Transposição do Rio São Francisco, o Estaleiro Atlântico Sul, a Refinaria Abreu e Lima, a duplicação da BR-101. “Houve obtenção de êxito na desconcentração industrial de Pernambuco com a Perdigão e Sadia, resultados positivos na área de segurança e um esforço extraordinário para, no terceiro ano de governo, estar completando presença física em quase todos os municípios do Estado”, elogiou o ex-governador.

Por outro lado, ponderou que o governador, ao assumir o Estado (2007), não “encontrou terras devastadas”. Taxativo, Joaquim resumiu: “A oposição vai ter um esforço adicional (na campanha). Não haverá espaço para oposição emocional”. (Folha de Pernambuco)

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